sábado, 15 de fevereiro de 2014

Santo do dia - São Cláudio de La Colombiere – Propragador da devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Nasceu na França, em 1641. Sua mãe, muito cedo, havia profetizado que seu filho seria um santo religioso. Não que isso o forçou, mas ajudou no seu discernimento.
 
Passado um tempo, ele, pertencente e uma família religiosa, pôde fazer este caminho de seguimento a Cristo e entrou para a Companhia de Jesus.
 
      Dado aos estudos, aprofundou-se, lecionou e chegou a superior de um colégio jesuíta. Mas Deus tinha muitos planos para ele. Ele dizia: “Os planos de Deus nunca se realizam senão à custa de grandes sacrifícios” e pôde experimentar essa realidade. Ao ser o confessor do convento de Nossa Senhora da Visitação, conheceu a humilde e serva do Senhor, Margarida Maria Alacoque, que ia recebendo as promessas do Sagrado Coração de Jesus. Ele a orientou muito e pôde se aprofundar também nesta devoção; amor ao coração de Jesus.
 
      Amando o Senhor, pôde estar em comunhão também com o sacrifício e com a dor. Ele mergulhou o seu coração nessa devoção e pôde ajudar a santa, mas, por obediência, teve de ir para Londres onde sofreu incompreensões por parte de cristãos não católicos, ao ponto de calúnias o levarem ao julgamento e à prisão. Só não foi morto por causa da intervenção do rei da França, Luís XIV.
 
      São Cláudio de La Colombiere voltou para o berço da devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Com 41 anos, partiu para a glória, como havia profetizado Margarida Maria Alacoque. O seu testemunho nos mostra que é do coração de Jesus que vem a santidade para o nosso coração.
 
São Cláudio de La Colombiere, rogai por nós!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Evangelho do dia - (Marcos 7,31-37)


                   
7 31 Jesus deixou de novo as fronteiras de Tiro e foi por Sidônia ao mar da Galiléia, no meio do território da Decápole. 32 Ora, apresentaram-lhe um surdo-mudo, rogando-lhe que lhe impusesse a mão. 33 Jesus tomou-o à parte dentre o povo, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e tocou-lhe a língua com saliva. 34 E levantou os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: “Éfeta!”, que quer dizer “abre-te!” 35 No mesmo instante os ouvidos se lhe abriram, a prisão da língua se lhe desfez e ele falava perfeitamente.  36 Proibiu-lhes que o dissessem a alguém. Mas quanto mais lhes proibia, tanto mais o publicavam. 37 E tanto mais se admiravam, dizendo: “Ele fez bem todas as coisas. Fez ouvir os surdos e falar os mudos!”
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - Abre-te

       A cura do surdo-mudo teve um valor emblemático no ministério de Jesus. Sua dupla deficiência o mantinha fechado em seu mundo e o impossibilitava de se comunicar e deixar transbordar a vida trazida dentro de si. Além disso, era vítima do preconceito que via na sua limitação física um castigo por causa de eventuais pecados do passado. A marginalização social, portanto,
agravava ainda mais sua situação.
 
      
A ordem peremptória dada por Jesus - Abre-te - assumiu uma ampla dimensão. Ela possibilitou ao deficiente poder expressar-se e comunicar-se normalmente. Uma barreira era posta abaixo e sua riqueza interior podia agora ser partilhada. Porém, não foi menos importante terem caído as barreiras sociais e serem eliminados os preconceitos que padecia. Doravante, sua condição de ser humano podia se expressar de maneira plena.
 
       Este milagre de Jesus evocou antigas profecias, segundo as quais o Messias esperado faria os mudos falarem e os surdos ouvirem. Ele os reintegraria na convivência humana, tirando-os da exclusão social. Temendo conclusões apressadas, Jesus ordenou não tornarem público o sucedido.
 
       Sua ordem foi inútil. Quanto mais proibia, tanto mais proclamavam seu feito extraordinário. Jesus, porém, não se deixava levar pela vaidade humana. E não tinha dúvidas quanto à sorte que o esperava.
 
Pe. Jaldemir Vitório
Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica
 
Oração
Senhor Jesus, abre meu coração e minha mente, para que eu possa realizar plenamente minha vocação de discípulo do Reino.

Santo do dia - São Cirilo e São Metódio – Os irmãos missionários

A vontade de amar o povo que os acolheu e, principalmente, amar a Deus foi o impulso que moveu toda evangelização desses santos
 
       São Cisrilo (e São Metódio) nasceu na Grécia, no ano de 826. Vocacionado em busca da verdade, ele estudou, por amor, filosofia e chegou a lecionar. Um homem dado à comunhão ao ponto de ser embaixador, diplomata junto aos povos árabes. Mas tudo isso que tocava a vida de São Cirilo não preenchia completamente o seu coração, porque ele tinha uma vocação à verdade absoluta e queria se consagrar totalmente a ela, a verdade encarnada, Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
       São Cirilo abandonou tudo para viver uma grande aventura santa com seu irmão que já era monge: São Metódio. Juntos, movidos pelo Espírito, foram ao encontro dos povos eslavos, conheceram a cultura e se inculturaram. A língua, os costumes, o amor àquele povo, tudo isso foi fundamental para que São Cirilo, juntamente com seu irmão, para que pudessem apresentar o Evangelho vivo, Jesus Cristo.
 
       Devido inovações inspiradas, eles traduziram as liturgias para a língua dos eslavos. Tiveram de ir muitas vezes para Roma e o Papa, percebendo os frutos daquela evangelização, daquela mudança litúrgica, ele pôde discernir o fruto principal que movia aqueles irmãos missionários era o amor àquele povo eslavo e, acima de tudo, o amor a Deus.
 
       Numa dessas viagens para Roma, São Cirilo tinha um pouco mais de 40 anos e ficou enfermo. O Papa quis ordená-lo Bispo, mas Cirilo faleceu. Mas está na glória intercedendo por nós.
 
São Cirilo e São Metódio, rogai por nós!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Evangelho do dia - (Marcos 7,24-30)


                   
7 24 Em seguida, Jesus, deixando aquele lugar, foi para a terra de Tiro e de Sidônia. E tendo entrado numa casa, não quis que ninguém o soubesse. Mas não pôde ficar oculto, 25 pois uma mulher, cuja filha possuía um espírito imundo, logo que soube que ele estava ali, entrou e caiu a seus pés.26 (Essa mulher era pagã, de origem siro-fenícia.) Ora, ela suplicava-lhe que expelisse de sua filha o demônio. 27 Disse-lhe Jesus: “Deixa primeiro que se fartem os filhos, porque não fica bem tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cães”. 28 Mas ela respondeu: “É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos debaixo da mesa comem das migalhas dos filhos”. 29 Jesus respondeu-lhe: “Por causa desta palavra, vai-te, que saiu o demônio de tua filha”. 30 Voltou ela para casa e achou a menina deitada na cama. O demônio havia saído.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - A Fé não tem rótulo...

 
     A Fé em Jesus, nosso Deus e Senhor, Redentor e Salvador, nunca teve e nem terá rótulo ou marca diferenciada, pois ela é um dom que Deus concede a quem Ele quiser, seja Católico, Evangélico, Pentecostal, Espírita ou Kardecista e vai por aí afora. Não podemos confundir expressão de Fé com a Fé em si, pois são coisas diferentes, e nem se pode dizer que esta  é mais eficiente do que aquela, a expressão de Fé Católica tem sua raiz apostólica, e os elementos embrionários da Fé Cristã, transmitidos pelo próprio Jesus, mas isso não nos dá o direito de julgar que a Fé dos que não pertencem á nossa Igreja, não é autentica.
 
      Jesus e seus discípulos se encontram em uma terra pagã, na região de Tiro e Sidônia. Ali,  uma mulher Fenícia caiu a seus pés suplicando pela Filha que estava possessa de um espírito imundo. A mulher acredita em seu coração que Jesus é maior do que o demônio que oprime a filha, portanto,  vê nele o libertador e clama por esta ação libertadora de sua parte.
 
      Sendo Judeu, primeiro Jesus manifesta o modo de pensar do Judeu "pela ordem estabelecida os Judeus são os primeiros a serem beneficiados com a ação libertadora do Messias. Os pagãos são de segunda categoria e, por isso mesmo, denominados "cães", em palavras mais simples, Jesus está dizendo aqui que não se deve queimar vela  com mau defunto.
 
      A mulher concorda que está inferiorizada em relação aos judeus, Raça escolhida e Nação Santa, mas Jesus é tão importante em sua vida, que qualquer gesto ou palavra que vier dele, trará a ela os efeitos da Graça da qual ele é portador, isso é o que ela crê com sinceridade. E Jesus não resistiu a tão grande Fé, e saindo do contexto judaico, proclama que a Fé é universal e não têm rótulo, "por causa dessa palavra, vai-te, que saiu o demônio da sua filha".
 
       Quem crê em Cristo e se compromete com Ele, vendo-o como libertador e vivendo nessa liberdade de Filhos de Deus, jamais estará preso ou escravo do demônio, presente em certas estruturas humanas, que escravizam e alienam o ser humano, em vez de o libertá-lo. Portanto, essa experiência libertadora com Jesus em nossa vida, não depende da fachada religiosa que ostentamos, é algo íntimo e pessoal, que começa com o nosso desejo e abertura de coração, mas se realiza unicamente por iniciativa dele. Essa mulher, que não era religiosa, abriu seu coração para essa possibilidade e assim mudou a sua vida...
 
Diácono José da CruzParóquia
Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
 
Oração
Senhor Jesus, alarga meus horizontes fazendo-me ver, para além dos meus preconceitos e tabus, tantas pessoas marginalizadas a quem a boa-nova deve ser anunciada.

Santo do dia - São Martiniano – O jovem eremita

Graças a Misericórdia de Deus, São Martiniano foi capaz de converter muitos que o procuravam e ser instrumento de muitos milagres
 
     São Martiano nasceu no século IV, em Cesareia, na Palestina. Muito jovem, discerniu sua vocação à vida de eremita; retirou-se a um lugar distante para se entregar à vida de sacrifício e de oração pela salvação das pessoas e também pela própria conversão. Ele vivia um grande combate contra o homem velho, aquele que tem fome de pecado, que é desequilibrado pela consequência do pecado original que atingiu a humanidade que todos nós herdamos. Mas foi pela Misericórdia, pela força do Espírito Santo que ele se tornou santo.
 
      Sua fama foi se espalhando e muitos procuravam Martiniano. Embora jovem, ele era cheio do Espírito Santo para o aconselhamento, a direção espiritual, até apresentando situações de enfermidades, na qual ele clamava ao Senhor Jesus pela cura e muitos milagres aconteciam. Através dele, Jesus curava os enfermos.
 
      Homem humilde, buscava a vontade de Deus dentro deste drama de querer ser santo e ter a carnalidade sempre presente. Aconteceu que Zoé, uma mulher muito rica, mas dada aos prazeres carnais e também às aventuras com um grupo de amigos, fez uma aposta de que levaria o santo para o pecado. Vestiu-se com vestes simples, pobres, pediu para que ele a abrigasse por um dia. Eles dormiram em lugares distantes, mas ela, depois, vestiu-se com uma roupa bem sedutora e foi ser instrumento de sedução para Martiniano. Conta-nos a história que ele caiu na tentação.
 
      Os santos não foram homens e mulheres de aço, pelo contrário, ao tomar consciência daquele pecado, ele se prostrou, arrependeu-se, penitenciou-se, mergulhou o seu coração e a sua natureza na misericórdia de Deus. Claro que o Senhor o perdoou.
 
      Só há um pecado que Deus não perdoa: aquele do qual não somos capazes de nos arrepender.
 
      São Martiniano arrependeu-se e retomou o seu propósito. Ele foi um instrumento de evangelização para aquela mulher que, de tal forma, também acolheu a graça do arrependimento, entrou para a vida religiosa e consagrou-se, fazendo parte do mosteiro das religiosas de Santa Paula e ali se santificou.
 
      O santo, depois, foi para uma ilha; em seguida para Atenas, na Grécia, e, no ano 400, partiu para a glória tendo recebido os sacramentos.
 
      Santo não é aquele que “nunca pecou”. A oração, a vigilância e o mergulho da própria miséria na Misericórdia Divina é o que nos santifica.
 
São Martiniano, rogai por nós!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Evangelho do dia - (Marcos 7,14-23)

7 14 Tendo Jesus chamado de novo a turba, dizia-lhes: “Ouvi-me todos, e entendei. 15 Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem. 16 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.17 Quando deixou o povo e entrou em casa, os seus discípulos perguntaram-lhe acerca da parábola. 18 Respondeu-lhes: “Sois também vós assim ignorantes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode tornar impuro, 19 porque não lhe entra no coração, mas vai ao ventre e dali segue sua lei natural?” Assim ele declarava puros todos os alimentos. E acrescentava: 20 “Ora, o que sai do homem, isso é que mancha o homem. 21 Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos, 22 adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez. 23 Todos estes vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem”.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - O que pode contaminar


Se a preocupação dos fariseus e escribas é essa separação, a preocupação de Jesus é outra. Ele se preocupa com a maldade que vem do coração pessoas: os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas conseqüências.
Isto é que é impuro para ele.
 
      O processo de contaminação pela impureza era muito mais sério do que os escribas e fariseus poderiam imaginar. Eles temiam tornar-se impuros pelo contato físico com coisas e pessoas, consideradas transmissoras de impureza. Este pensamento equivocado os impedia de perceber os verdadeiros agentes de contaminação.
 
      Jesus aponta para elementos contaminadores radicados no mais íntimo do coração humano, dos quais não é fácil se precaver. Daí provém as impurezas que incapacitam o ser humano para um relacionamento adequado com Deus.
 
      É relativamente fácil segregar-se das coisas e pessoas tidas como transmissoras de impureza. Pelo contrário, é extremamente difícil manter a devida distância do que sai de dentro e tem o poder de contaminar. Vigilância e discernimento são duas atitudes imprescindíveis. Sem elas, a hipocrisia se apodera da ação humana. E a pessoa fiel às regras de purificação acaba sendo a mesma que nutre maus pensamentos contra o próximo.
 
      O discípulo do Reino se previne contra este descompasso. Dele se exige, em primeiro lugar, a purificação das motivações de sua ação. Seu agir brota de um coração puro, sem dolo nem má-fé, e busca unicamente o bem do próximo. Esta é a pureza requerida por Deus. A outra reduz-se a mera questão de higiene, sem maior relevância.
 
Pe. Jaldemir Vitório
Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica
 
Oração
Senhor Jesus, purifica o meu interior, de forma que o meu agir seja preservado de toda impureza do mal.

Santo do dia - Santa Eulália – Mártir e virgem espanhola

 Mesmo com a pouca idade, teve a coragem de testemunhar o amor a Deus até as últimas consequências.
 
     Santa Eulalia, Virgem e mártir, viveu no século III em Barcelona. Educada e muito bem formada pela sua família cristã, desde pequena ela buscou o relacionamento com Deus e a fuga do pecado. Era uma pessoa muito sociável, gostava de brincar com as amigas da mesma idade, mas sempre fugia da vaidade.
 
     Santa Eulália amava Jesus Cristo acima de tudo e O amou em todos os momentos, inclusive na dor. Aconteceu que, por parte do terrível Deocleciano, a perseguição aos cristãos chegou na Espanha. Os pais da santa decidiram viajar para fugir dessa perseguição, mas Eulália foi até o governador a fim de denunciar, com a sua pouca idade, a injustiça que estava sendo cometida contra os cristãos. O governador, diante daquela ousadia, quis que ela apostatasse da fé, ou seja, que adorasse outros deuses para que ficasse livre do sofrimento. No entanto, ela deixou claro que o seu Senhor, o Rei dos reis, o Senhor de todos os dominadores, é Jesus Cristo.
 
     O ódio daquele governador e a maldade contra uma menina, fez com que ela fosse queimada com ferro e fogo, mas, durante tanto sofrimento, o seu testemunho era este: “Agora, vejo em mim as marcas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
 
     Para nós, hoje, ela é um exemplo de ousadia. Com pouca idade, com muito amor e uma fé adulta, não renunciou a Jesus em meio ao sofrimento. Ela morreu queimada, mas antes, cheia do fogo de Deus. Por isso, se encontra na glória a interceder por todos nós para que a nossa vida cristã busque, constantemente, a santidade na alegria e na paz, mas também no sofrimento e na perseguição. É momento de reconhecer que a nossa força é o Espírito Santo.
 
Santa Eulália, rogai por nós!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Meditação: Que nossa boca se cale e o nosso coração se aproxime do Senhor!


”Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos” (Mc 7, 6-7).

        Os fariseus estão, nesta passagem bíblica de hoje, preocupados, juntamente com os mestres da Lei, com preceitos meramente humanos ao observarem se Jesus lava ou não lava as mãos para comer o pão. Porque querem reparar, querem criticar e,  Jesus, por não ligar para preceitos humanos, por nos querer ensinar que a verdadeira religião acontece no coração, o comeu sem lavar as mãos; por isso os fariseus chamam o Senhor de ”impuro”. Sim, porque eles se preocupam demais com esses preceitos e fazem questão de ficar um longo tempo lavando a mão bem lavadinha, porque não estou falando de uma questão de higiene não, tão necessária, tão importante, mas estou falando apenas de um preceito meramente humano: a preocupação com as práticas externas da religião.
 
        Sabem, meus irmãos, é um perigo terrível, para nós, termos uma religião em que cuidamos apenas do exterior e apenas nos preocuparmos com aquilo que as pessoas vão ver e dizer. Desse modo, muitas pessoas vivem a sua religião somente da boca para fora. Falam bonito, mas a prática não condiz com aquilo que a boca está falando. O ”amém” para o Senhor, muitas vezes, corresponde a uma ofensa ao próximo; um ”glória a Deus” não corresponde, muitas vezes, ao cuidar do próximo e do necessitado. A mesma boca que recebe a Comunhão, a Eucaristia, é a mesma que difama, calunia e pratica aquilo que não é correto!
 
        Nós não precisamos acusar o pecado de ninguém, mas nós não podemos viver uma religião hipócrita, uma religião farisaica, uma religião em que nós temos preceitos e leis e não vivemos a essência da Lei de Deus, não vivemos a essência da religião.
 
        Quer viver a honestidade divina? Quer viver a observância da Lei Divina? Quer viver, sobretudo, a caridade, o amor, o respeito para com o próximo? Que a minha, que a sua, que a nossa religião não seja uma religião da boca para fora. Que nós não sejamos como este povo que honra o Senhor com os lábios, canta, fala, prega bonito, mas o coração está longe, muito longe de Deus! Que se cale nossa boca e que o nosso coração se aproxime mais e mais do Coração do Senhor!

Evangelho do dia - (Marcos 7,1-13)


                   

7 1 Os fariseus e alguns dos escribas vindos de Jerusalém tinham se reunido em torno dele. 2 E perceberam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as lavar.
3 (Com efeito, os fariseus e todos os judeus, apegando-se à tradição dos antigos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos; 4 e, quando voltam do mercado, não comem sem ter feito abluções. E há muitos outros costumes que observam por tradição, como lavar os copos, os jarros e os pratos de metal.) 5 Os fariseus e os escribas perguntaram-lhe: “Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos impuras?” 6 Jesus disse-lhes: “Isaías com muita razão profetizou de vós, hipócritas, quando escreveu: ‘Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. 7 Em vão, pois, me cultuam, porque ensinam doutrinas e preceitos humanos’. 8 Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens”. 9 E Jesus acrescentou: “Na realidade, invalidais o mandamento de Deus para estabelecer a vossa tradição. 10 Pois Moisés disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’; e: ‘Todo aquele que amaldiçoar pai ou mãe seja morto’. 11 Vós, porém, dizeis: ‘Se alguém disser ao pai ou à mãe: Qualquer coisa que de minha parte te pudesse ser útil é corban, isto é, oferta’, 12 e já não lhe deixais fazer coisa alguma a favor de seu pai ou de sua mãe, 13 anulando a palavra de Deus por vossa tradição que vós vos transmitistes. E fazeis ainda muitas coisas semelhantes”.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do evangelho - As palavras de Jesus transformam a nossa vida!


 

      A presença de Jesus no meio do Seu povo é uma presença contagiante, porque Cristo passa pelos Seus gestos, pelas Suas palavras, pelas Suas ações, e por tudo o que Ele faz, a presença do Reino de Deus.
 
     Jesus faz as pessoas se aproximarem de Deus por intermédio daquilo que são Seus gestos e Suas obras. Por isso, aonde quer que Jesus vá, atravessando o mar da Galileia e outros lugares, multidões inteiras vão atrás d’Ele para ouvir a Sua Palavra. E, ao mesmo tempo, para levar os doentes, os enfermos, os tristes, os desanimados, os desorientados para que sejam tocados por Suas palavras, para que sejam tocados por Sua presença. E todos quanto tocavam ou eram tocados pelo Senhor ficavam curados.
 
       Sabem, meus irmãos, a primeira coisa é esta: nós precisamos tocar no Senhor e também nos deixar ser tocados por Ele. Sim, ser tocados por Jesus, não é simplesmente um toque físico, é  um toque que atinge a nossa alma. Quando a Palavra do Senhor vem ao nosso coração e toca o profundo do nosso ser, mágoas caem por terra, ressentimentos explodem, vão para longe de nós, quando somos tocados por essa Palavra as montanhas que nos tornam, muitas vezes, cegos, desiludidos, que nos deixam para baixo, são removidas, porque Jesus toca na profundidade daquilo que causa as nossas doenças e as nossas enfermidades.
 
       Não existe maneira mais sublime de sermos tocados por Deus do que deixar Suas palavras entrarem dentro de nós, ressoarem em nosso coração e transformarem o nosso ser. Essas palavras nos levantam, nos curam, nos libertam. As palavras de Jesus mudam a nossa vida!
 
       Nós precisamos ser presença de Jesus na vida do outro, na vida do nosso irmão, do nosso próximo; nós precisamos ser o toque de amor de Jesus para as pessoas. Como um abraço sincero e verdadeiro faz bem, um aperto de mão dado com ternura, quando as pessoas não olham mais umas nos olhos das outras, quando as pessoas dão abraços falsos ou frios! Em vez de sermos cura, levamos até mais doenças e enfermidades para os outros ao agirmos assim; ao passo que o nosso toque cristão sem malícia e sem segundas intenções cura!
 
       A mãe precisa tocar seu filho, colocar a mão nele e dizer-lhe: ”Deus te abençoe, meu (a) filho (a)!” A mãe tem que orar por sua criança, por seus filhos, nós temos que orar um pelos outros, e não termos medo de ser o toque da graça de Deus para as pessoas. Todos nós temos doenças e enfermidades, permitamos que o toque da graça de Deus chegue em nós e seja uma fonte de cura, de libertação e de restauração!
 
                                                            Homilia (Canção Nova)

ORAÇÃO
Pai, que o testemunho de Maria cale fundo no meu coração, transformando-me em perfeito discípulo de Jesus. E que eu possa conduzir muitas outras pessoas a crerem em teu Filho.

Santo do dia - Nossa Senhora de Lourdes

A Virgem Maria se apresentou como a Imaculada Conceição, confirmando assim o dogma decretado anos antes.
 
       Foi no ano de 1858 que a Virgem Santíssima apareceu, nas cercanias de Lourdes, França, na gruta Massabielle, a uma jovem chamada Santa Marie-Bernard Soubirous ou Santa Bernadete. Essa santa deixou por escrito um testemunho que entrou para o ofício das leituras do dia de hoje.
 
       “Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé, da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira vez, a Senhora me falou e perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Durante quinze dias lá voltei e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma sexta-feira. Repetiu-me, vária vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali, uma capela. Ela mandava que fosse à fonte para lavar-me e que rezasse pela conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me que era a Imaculada Conceição”.
 
      Maria, a intercessora, modelo da Igreja, imaculada, concebida sem pecado, e, em virtude dos méritos de Cristo Jesus, Nossa Senhora, nessa aparição, pediu o essencial para a nossa felicidade: a conversão para os pecadores. Ela pediu que rezássemos pela conversão deles com oração, conversão, penitência.
 
       Isso aconteceu após 4 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. Deus quis e Sua Providência Santíssima também demonstrou, dessa forma, a infalibilidade da Igreja. Que chancela do céu essa aparição da Virgem Maria em Lourdes. E os sinais, os milagres que aconteceram e continuam a acontecer naquele local.
 
       Lá, onde as multidões afluem, o clero e vários Papas lá estiveram. Agora, temos a graça de ter o Papa Francisco para nos alertar sobre este chamado.
 
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Evangelho do dia - (Marcos 6,53-56)


 
Naquele tempo, 53 tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. 54 Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55 Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. 56 E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!