sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Comentário do Evangelho - A cura pela fé

Jesus cura, devolvendo a vista aos dois cegos. Ficam livres da escuridão. Tornar a ver significa ser capaz de perceber as coisas, o mundo, as pessoas. Seus olhos ficam iluminados. Isto significa ter discernimento. Um detalhe interessante é que Jesus diz a eles: “seja feito como vocês creem!” A visão e o discernimento dependem da fé.
 
       A cura dos cegos pode ser considerada sob dois aspectos. No aspecto físico, a recuperação da vista representou para eles o descortinar de uma perspectiva nova de existência, para além da exclusão e do estigma social de serem tidos como punidos por Deus por causa de pecados próprios ou alheios. Realizar isto já seria um gesto espetacular de Jesus. Entretanto, aconteceu, também, uma outra transformação na vida daqueles homens: a cura da cegueira espiritual. Esta libertação possibilitou-lhes reconhecer Jesus como o Filho de Davi, ou seja, o Messias esperado, e os levou a recorrer a ele na certeza de serem curados. O pedido desses dois cegos foi aceito, porque acreditaram em Jesus e em seu poder.
 
       Só é possível reconhecer o Senhor, na medida em que a cegueira é superada. Isto acontece quando o discípulo recorre ao Mestre e, uma vez curado da cegueira espiritual, torna-se capaz de perceber sua condição messiânica, sem se deter nas aparências exteriores. Ademais, consegue confessá-lo como a presença da misericórdia divina na história humana e a concretização da esperança do povo.
 
       Como os dois cegos, o discípulo deve sempre suplicar ao Senhor para ser curado de sua cegueira espiritual.
 
Pe. Jaldemir Vitório
Oração
Senhor Jesus, liberta-me da cegueira que me impede de recorrer a ti como a presença da misericórdia de Deus em minha vida.

Santo do dia - São Martinho de Dume, ilustre na fé e na ciência

 
Oriundo da Panônia, atual Hungria, dirigiu-se ainda jovem para o Oriente, onde professou vida regular: estudou o grego e outras ciências eclesiásticas em que muito cedo se distinguiu, até ser classificado, pelo eminente Doutor Santo Isidoro, como ilustre na fé e na ciência.
 
     Também Gregório de Tours o considerou entre os homens insuperáveis do seu tempo. Regressando do Oriente, dirigiu-se depois a Roma e França, onde travou conhecimento com as personagens por então mais insignes em saber e santidade. Sobretudo, quis visitar o túmulo do seu homônimo e compatriota, S. Martinho de Tours, que desde então ficará considerando como seu patrono e modelo. Foi também por essa altura que Martinho se encontrou com o rei dos Suevos, Charrarico, ao qual acompanhou para o noroeste da Península Ibérica, em 550, onde, com restos do gentilismo e bastante ignorância religiosa, se espalhara o Arianismo.
 
     Para acorrer a tantos males, não tardou Martinho em planejar e colocar em andamento seu vigoroso apostolado. Num mosteiro, edificado pelo mesmo rei, em Dume, ao lado de Braga, assenta o grande apóstolo dos suevos suas instalações como escola de monaquismo e base de irradiação catequética e missionária. A igreja do mosteiro é dedicada a S. Martinho de Tours, e foi sagrada em 558. O seu abade foi elevado ao episcopado pelo Bispo de Braga já em 556, em atenção ao seu exímio saber e extraordinário zelo e santidade.

     Com a subida ao trono do rei Teodomiro (em 559), consumava-se o regresso dos Suevos ao Catolicismo, deixando o Arianismo. Ilustre por tão preclaras prerrogativas, passa Martinho para a Sé de Braga, em 569, quando o Catolicismo nesta região gozava já de alto esplendor, o que tornou possível o 1° Concílio de Braga, em 561, no pontificado de João III. Em 572, foi Martinho a alma do 2° Concílio de Braga. Nesta altura escreveu ele: “Com a ajuda da graça de Deus, nenhuma dúvida há sobre a unidade e retidão da fé nesta província”.
 
     S. Martinho de Dume não esqueceu da importância e eficácia do apostolado da pena. Deixou assim várias obras sobre as virtudes monásticas, bem como matérias teológicas e canônicas, pelas quais foi depois reputado e celebrado como Doutor. Faleceu a 20 de março de 579 e foi sepultado na catedral de Dume; mas desde 1606 estão depositadas as suas relíquias na Sé de Braga.

     Compusera para si, em latim, o seguinte epitáfio sepulcral, em que mostra a veneração que dedicava ao santo Bispo de Tours: “Nascido na Panônia, atravessando vastos mares, impelido por sinais divinos para o seio da Galiza, sagrado Bispo nesta tua igreja, ó Martinho confessor, nela instituí o culto e a celebração da Missa. Tendo-te seguido, ó Patrono, eu, o teu servo Martinho, igual em nome que não em mérito, repouso agora aqui na paz de Cristo”.
 
São Martinho de Dume, rogai por nós!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Evangelho do dia - Mateus 7, 21. 24 - 27


    

“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem sensato, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não desabou, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e ela desabou, e grande foi a sua ruína!”
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - E quando as coisas não dão certo?

     Na nossa paróquia passou um Sacerdote que gostava de fazer uma afirmação que eu acho muito válida e sempre repito em minhas reflexões.
 
     Quando as coisas em nossa vida dão tudo certo e correm tudo bem, com a saúde, emprego, moradia, bens materiais, sem atropelos de tragédias caindo em nossa cabeça, nem é preciso ter Fé. Mas, e quando as coisas não dão certo como a gente queria? Quando vêm os reveses da vida, acontecimentos trágicos, desgraças, desencontros, na vida pessoal e familiar? Pois é aí que a tal da Fé em Jesus Cristo faz a diferença...
 
      É como você ter um carro esporte, com um motor possante, apropriado para pistas irregulares, terra e lama, como naquelas trilhas percorridas pelos Jipeiros. Entretanto, se transitar com ele só no asfalto das cidades e nas largas avenidas, jamais saberá se realmente ele é possante, simplesmente porque não teve oportunidade para provar o seu potencial.
 
      É bom esclarecer que os sofrimentos e tribulações desta vida não são mandados por Deus para nos experimentar, mas são contingências da nossa natureza humana. Deus não tem nenhum prazer em ficar comprovando se temos ou não Fé, através de certos acontecimentos indesejáveis, por uma razão muito simples: Ele nos conhece por inteiro, por dentro e por fora e não tem necessidade de nos experimentar. E se nós insistirmos na idéia de um Deus que manda-nos tribulações estaremos distorcendo o Deus revelado em Jesus Cristo, que nos salva e quer somente o nosso bem.
 
      Há sempre o perigo de se viver uma religião superficial com Deus e os irmãos, Jesus tem muitos admiradores no mundo inteiro e milhares de ouvintes da sua Palavra, quanto já se escreveu sobre Ele, sua pessoa e seus ensinamentos. Mas só isso não é suficiente para alimentar a nossa Fé e um bom exemplo disso está em nossas comunidades cristãs, onde há muitos cristãos que construíram suas casas, isso é, suas vidas de Fé, em cima da areia... E na primeira dificuldade entraram em crise e abandonaram a comunidade, desistindo da caminhada, ou que é bem pior, querendo caminhar sozinhos, junto com Cristo, mas não na Igreja. Muita gente bate o pé que é possível ser cristão, sem participar de nenhuma igreja, são os iludidos e iludidas, que criam fantasias religiosas para tentar preencher o vazio da alma e do coração...
 
      Construir uma casa bem alicerçada é colocar a Palavra no centro da nossa vida, na relação com as pessoas, na convivência familiar, no trabalho profissional, nos estudos, na política e nos negócios, é tê-la sempre presente, é considerá-la em toda e qualquer situação. É não trocá-la por ideologias humanas. Enfim, é permitir que o Verbo Encarnado preencha todo nosso ser, de modos que nada possamos fazer sem Ele.
 
      Na vida de quem é assim, podem vir as tempestades, terremotos, enchentes e vendavais, que a CASA não cairá porque está construída sobre a rocha que é o próprio Cristo. Nas comunidades há cristãos exatamente assim, que são chamados de Fortaleza, para estes há no Livro do Apocalipse uma frase que carrega toda a esperança cristã "Estes de vestes brancas e palma nas mãos, são os que vieram de grandes tribulações..."
 
      Diante disso, é bom revermos a construção da nossa "Casa", não se preocupem com fachada bonita, o que importa é a base, o alicerce, a rocha na qual ela foi construída.
 
      E que venham os ventos das tribulações...
 
Diácono José da Cruz
 
Oração
Senhor Jesus, que eu seja bastante prudente para colocar em prática tuas palavras e, assim, não sucumbir, quando minha fé for provada.
 
 

Santo do dia - São João Damasceno - Santo Padre e Doutor da Igreja de Cristo

 

Lembramos São João Damasceno, um santo Padre e Doutor da Igreja de Cristo.
 
     Nasceu em 675, em Damasco (Síria) num período em que o Cristianismo tinha uma certa liberdade, tanto assim que o pai de João era muito cristão e amigo dos Sarracenos, que naquela época eram senhores do país. Esta estima estendia-se também ao filho. Os raros talentos e merecimentos deste levaram o Califa a distingui-lo com a sua confiança e nomeá-lo prefeito (mansur) de Damasco.
 
      João Damasceno ainda jovem e ajudante do pai gozava de muitos privilégios financeiros, mas ao crescer no amor ao Cristo pobre, deu atenção a Palavra que mostra a dificuldade dos ricos (apegados) para entrarem no Reino dos Céus. Assim, num impulso para a santidade, renunciou todos os bens e deu aos pobres. Preferiu São João uma vida de maus tratos ao se entregar as “delícias venenosas” do pecado.
 
     Retirou-se para um convento de São Sabas perto de Jerusalém e passou a viver na humildade, caridade e alegria. Escreveu inúmeras obras tratando de vários assuntos sobre teologia, dogmática, apologética e outros campos que fizeram de São João digno do título de Doutor da Igreja. Com escritos defendeu principalmente a Igreja contra os iconoclastas, que condenavam o uso de imagens nas Igrejas.
 
     Certa vez, os hereges prenderam São João e cortaram-lhe a mão direita a fim de não mais escrever, mas por intervenção de Nossa Senhora foi curado. Seu amor a Mãe de Jesus foi tão concreto que foi São João quem tornou presente a doutrina sobre a Imaculada Conceição, Maternidade divina, Virgindade perpétua e Assunção de corpo e alma de Maria. Este filho predileto da Mãe faleceu em 749, quase centenário.
 
     Foi declarado Doutor da Igreja pelo Papa Leão XIII em 1890.
 
São João Damasceno, rogai por nós!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Evangelho do dia - Mateus 15, 29 - 37


    

Partindo dali, Jesus foi para as margens do mar da Galileia, subiu à montanha e sentou-se. Grandes multidões iam até ele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes. Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou. O povo ficou admirado, quando viu os mudos falando, os aleijados sendo curados, os coxos andando e os cegos enxergando. E glorificaram o Deus de Israel. Jesus chamou seus discípulos e disse: “Sinto compaixão dessa multidão. Já faz três dias que estão comigo, e não têm nada para comer”. Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho. ' Os discípulos disseram: 'Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?' Jesus mandou que a multidão se sentasse pelo chão. Depois tomou os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os e os deu aos discípulos, e os discípulos os distribuíram às multidões. Todos comeram e ficaram saciados; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.
 
- Palavra da salvação.
- Glória a vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - Os pobres buscam o senhor

 
     Foram os pobres os primeiros a contar com Jesus. Reconheceram seu poder de restaurar a vida e de curar toda sorte de doença e enfermidade. Coxos, aleijados, cegos, mudos e tantos outros aproximavam-se de Jesus, na esperança de serem curados, porque tinham a certeza de que um poder divino atuava por intermédio dele. E, por isso, davam glória ao Deus de Israel.
 
     A pobreza e a marginalização levavam-nos a esperar a intervenção de Deus na História, por meio do Messias anunciado pelos profetas, o qual iria restituir a fala aos mudos, curar os aleijados, fazer os coxos andarem e os cegos enxergarem. Tudo isto eles viam acontecer na ação de Jesus, a quem reconheciam como o Messias.
 
     Não se notava nos ricos a mesma sensibilidade dos pobres. Aqueles não precisavam de Jesus, nem de Deus, pois se bastavam a si mesmos. Depositavam sua confiança nos bens que possuíam. Não tinham tempo para perceber a ação amorosa de Deus, em benefício da humanidade. Sendo assim, a pessoa de Jesus e sua ação taumatúrgica nada representavam para eles. Quiçá o tomassem por um milagreiro qualquer. Enquanto os pobres buscavam, encontravam e reconheciam o Senhor, os ricos, em sua insensatez, ficavam à margem da ação de Deus na história humana.
 
Pe. Jaldemir Vitório
Oração
Senhor Jesus, dá-me a simplicidade e a sensibilidade dos pobres, para reconhecer-te como Mediador do amor do Pai pela humanidade.

Santo do dia - São Francisco Xavier, grande santo missionário

 

A Igreja que na sua essência é missionária, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. No Oriente, São Francisco Xavier destacou-se com uma santidade que o levou a ousadia de fundar várias missões, a ponto de ser conhecido como “São Paulo do Oriente”.
 
     Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de abril de 1506, sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com dezoito anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.
 
     Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade; e que sempre repetia ao novo amigo: “Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?” Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão; o resultado se vê no fato de ter se tornado cofundador da Companhia de Jesus. Já como Padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades, ao avançar para o Japão, submeteu-se em aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar um Cristo encarnado. Ambicionando a China para Cristo, pôs-se a caminho, mas em uma ilha frente a sua nova missão, veio a falecer por causa da forte febre e cansaço.
 
     Esse grande santo missionário entrou no Céu com quarenta e seis anos, e percorreu grandes distâncias para anunciar o Evangelho, tanto assim que se colocássemos em uma linha suas viagens, daríamos três vezes a volta na Terra. São Francisco Xavier, com dez anos de apostolado, tornou-se merecidamente o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha do Menino Jesus.
 
São Francisco Xavier, rogai por nós!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Carta MCC Brasil – Dezembro 2014 – (184ª.)



“O povo que andava na escuridão, viu uma grande luz;
para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu” (Is 9,1)

Muito queridos amigos e irmãos, leitores e leitoras: que todos possamos ser, de novo neste Natal e sempre, iluminados pela luz que é o próprio Cristo!

Esta é a nossa última carta de 2014. Mês de dezembro; mês intenso do Advento e, dia 25 do mês, celebração litúrgica e festiva do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo! Iniciamos, portanto, expressando aquele desejo tradicional, mas não menos carinhoso e fraterno de que a preparação seja sempre mais consciente e a celebração venha carregada de expectativas de que, neste Natal de Jesus, renasça em todos os seus seguidores, em toda a Igreja e para todo o mundo a esperança de mais amor, de mais fraternidade, de mais solidariedade, de mais misericórdia; de não à violência, de não ao ódio, de não à discriminação. Que não seja somente mais um natal com “ene” minúsculo, ou seja, natal-presentes, natal-papai-noel, natal-panetone, natal-ceia farta e, sim, um Natal com “ene” maiúsculo: Natal com Jesus Salvador, Natal com um renascer para a Vida, Natal com o “sim” de Maria...Seja, enfim, este Natal, a aurora de “novos céus e de uma nova terra” já vislumbrados pelo evangelista João no Apocalipse (Ap 21,1).

Primeiro aniversário da “Evangelii Gaudium”. No clima de um novo nascimento do Natal, portanto, de “coisas novas” e de acontecimentos novos, parece-me oportuno lembrar o primeiro aniversário, no dia 24 de novembro pp., da magnífica e providencial Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium – A Alegria do Evangelho – do nosso Papa Francisco.  Aliás, é tal a importância desta Exortação que a sua lembrança pode vir, ainda, como um questionamento/reflexão. Como em todo o momento significativo da história, é salutar e necessário que lancemos um olhar para este ano que passou para refletir sobre que frutos a EG produziu até agora.

Sugestão para reflexão pessoal e/ou em grupo.  Portanto, que frutos já produziu ou está produzindo a EG na Igreja no mundo inteiro, nas Igrejas Nacionais e nas Dioceses...? E nas Comunidades e Movimentos eclesiais? E, por ser de nosso interesse mais próximo, no Movimento de Cursilhos - que, aliás, dedicou muitos momentos de formação de seus responsáveis e participantes, de suas Escolas Vivenciais, de suas Assembleias nos vários níveis - está produzindo frutos palpáveis de mudança de mentalidades, de revisão em profundidade, de adaptação concreta ao seu método querigmático-vivencial, às suas expressões na proclamação da Mensagem do Reino e, sobretudo, ao ardor de seus membros? Para ajudar-nos, ouçamos o que nos diz a EG sobre a “eterna novidade”: “Cristo é a ‘Boa Nova de valor eterno’ (Ap 14, 6), sendo ‘o mesmo ontem, hoje e pelos séculos’ (Heb 13, 8), mas a sua riqueza e a sua beleza são inesgotáveis. Ele é sempre jovem, e fonte de constante novidade. A Igreja não cessa de se maravilhar com a ‘profundidade de riqueza, de sabedoria e de ciência de Deus’ (Rm 11, 33). São João da Cruz dizia: “Esta espessura de sabedoria e ciência de Deus é tão profunda e imensa, que, por mais que a alma saiba dela, sempre pode penetrá-la mais profundamente”. Ou ainda, como afirmava Santo Irineu: “Na sua vinda, (Cristo) trouxe consigo toda a novidade”. Com a sua novidade, Ele pode sempre renovar a nossa vida e a nossa comunidade, e a proposta cristã, ainda que atravesse períodos obscuros e fraquezas eclesiais, nunca envelhece. Jesus Cristo pode romper também os esquemas enfadonhos em que pretendemos aprisioná-Lo, e surpreende-nos com a sua constante criatividade divina. Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo atual. Na realidade, toda a ação evangelizadora autêntica é sempre “nova” (EG 11). Ou, como lembra o próprio Papa, ficará a EG como mais um documento do magistério eclesiástico?  Lembra o Papa: “Não ignoro que hoje os documentos não suscitam o mesmo interesse que noutras épocas, acabando rapidamente esquecidos. Apesar disso sublinho que, aquilo que pretendo deixar expresso aqui, possui um significado programático e tem consequências importantes. Espero que todas as comunidades se esforcem por atuar os meios necessários para avançar no caminho duma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Neste momento, não nos serve uma “simples administração”. Constituamo-nos em “estado permanente de missão” em todas as regiões da terra” (EG 25).

A carta do mês de novembro pp. foi dedicada às conclusões da 43a. Assembleia Nacional do MCC do Brasil realizada em outubro. A fim de situar essas conclusões no contexto da Evangelii Gaudium (EG), nela voltamos a alguns itens de nossas reflexões anteriores. Com a presente, pretendemos retomar o Capítulo III da Exortação Apostólica, objeto de nossas atenções durante todo este ano de 2014.

Antes, porém, caros leitores, permitam-me cumprir um dever de justiça – prazerosamente, aliás -, manifestando minha gratidão a D. Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba, pela colaboração indireta por ele proporcionada aos nossos comentários sobre a EG, com a síntese por ele elaborada com frases curtas e incisivas de cada um de seus parágrafos. Obrigado, D. Paulo!

Sempre alimentando aquele sonho de sua aplicação na prática, tanto do MCC como de outras comunidades eclesiais interessadas, continuamos a refletir sobre a EG, com o capítulo III, “O anúncio do Evangelho” (110-175). Dele já foi feita a introdução no final da carta de outubro pp.. Quatro são seus momentos importantes: 1) Todo o povo de Deus anuncia o Evangelho (111-134); b) A homilia (135-144); c) A preparação da pregação (145-159); d) Uma evangelização para o aprofundamento do querigma (160-175). Por serem a homilia e sua preparação destinadas especialmente aos ministros ordenados, não vamos comentá-las aqui (ainda que sejam muito oportunas e úteis também para os responsáveis por palestras, mensagens, etc. a quem se aconselha que as leiam e estudem na íntegra procurando aplicá-las na sua missão evangelizadora). 

01. Todo o povo de Deus anuncia o Evangelho (111-134).  A evangelização é dever da Igreja e do povo peregrino evangelizador. E, por ser de todo um povo, trata-se de um mistério que “mergulha as raízes na Trindade”. Assim sendo, a iniciativa é de Deus através do Espírito como primazia da graça. A este respeito, assim se expressa a EG: “A salvação, que Deus nos oferece, é obra da sua misericórdia. Não há ação humana, por melhor que seja, que nos faça merecer tão grande dom. Por pura graça, Deus atrai-nos para nos unir a Si. Envia o seu Espírito aos nossos corações, para nos fazer seus filhos, para nos transformar e tornar capazes de responder com a nossa vida ao seu amor. A Igreja é enviada por Jesus Cristo como sacramento da salvação oferecida por Deus. Através da sua ação evangelizadora, ela colabora como instrumento da graça divina, que opera incessantemente para além de toda e qualquer possível supervisão. Bem o exprimiu Bento XVI, ao abrir as reflexões do Sínodo: “É sempre importante saber que a primeira palavra, a iniciativa verdadeira, a atividade verdadeira vem de Deus e só inserindo-nos nesta iniciativa divina, só implorando esta iniciativa divina, nos podemos tornar também – com Ele e n’Ele – evangelizadores”. O princípio da primazia da graça deve ser um farol que ilumine constantemente as nossas reflexões sobre a evangelização” (EG 112).

Esta afirmação pode encontrar um eco profundo também no Movimento de Cursilhos, cujo carisma gira em torno do eixo GRAÇA ou seja, da própria VIDA DIVINA. Já na fase do Cursilho, quando se proclamam as mensagens, a da GRAÇA, A VIDA NA VIDA deixa clara sua centralidade, de forma que todas as demais mensagens respiram ou deveriam respirar e transpirar seu conteúdo.

Este parágrafo está proposto nos seguintes densíssimos sub-itens: a) Um povo para todos; b) Um povo com muitos rostos; c) Todos somos discípulos missionários; d) A força evangelizadora da piedade popular; e) De pessoa a pessoa; f) Carismas a serviço da comunhão evangelizadora; g) Cultura, pensamento e educação.

Sendo necessária e pedagogicamente limitado nosso espaço, voltaremos a eles, assim permitindo-o Deus, em nossa próxima carta.

 Com meu abraço fraterno, termino, renovando meus votos fraternos de um Natal de renovação, de vida nova em Cristo Jesus, prenúncio de um ano de 2015 abençoado e carregado de frutos para a nossa missão de anúncio da Boa Notícia do Reino.                                                      
                                                                                                
Pe.José Gilberto BERALDO

Evangelho do dia - Lucas 10, 21 - 24



Naquela mesma hora, ele exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. E voltando-se para os discípulos em particular, disse-lhes: “Felizes os olhos que veem o que vós estais vendo! Pois eu vos digo: muitos profetas e reis quiseram ver o que vós estais vendo, e não viram; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não ouviram”.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - A felicidade de ver o Messias

     Os discípulos foram declarados felizes por terem visto e reconhecido o Messias Jesus. Esta felicidade foi ansiada, ao longo da história de Israel, por "muitos profetas e reis" que nutriam a esperança de vê-lo. O desejo deles, porém, não foi realizado. 
 
     Entretanto, a graça de ver o Messias tem dois pressupostos. O primeiro diz respeito à ação divina como propiciadora desta experiência. Só pode reconhecer o Messias, Filho de Deus, aquele a quem o Pai o quiser revelar. A simples iniciativa ou a curiosidade humana são insuficientes. O máximo que se poderá alcançar é a visão da realidade humana do Messias, seu aspecto exterior e suas características secundárias. Sua verdadeira identidade de Filho de Deus só pode ser conhecida por aqueles a quem o Pai revelar. Privado deste dado fundamental, esse conhecimento da pessoa do Messias Jesus esvazia-se e perde toda a sua relevância.
 
     O segundo pressuposto refere-se à postura espiritual de quem recebe a graça de reconhecer o Messias. Somente os simples e pequeninos, os não contaminados pelo espírito de soberba próprio dos sábios e entendidos deste mundo, é que terão acesso a este conhecimento elevado. O que os sábios em vão buscam conseguir, aos pequeninos é revelado diretamente por Deus. Estes têm a felicidade de ver e ouvir o Messias e predispor-se a acolher o Reino proclamado por ele.                                                                             

                                                                     Pe. Jaldemir Vitório
 
Oração
Pai, dá-me um coração de pobre disposto a acolher a revelação de teu Filho Jesus que tu me fazes. Que eu tenha a felicidade de reconhecê-lo, com a ajuda de tua graça.


 

Santo do dia - Santa Bibiana ou Viviana

Na época em que Roma estava sob o poder o imperador Juliano, "o Apóstata", aconteceu um dos últimos surtos de perseguição fatal aos cristãos, entre 361 e 363. O tirano, que já tinha renegado seu batismo e abandonado a religião, passou a lutar pela extinção completa do cristianismo.

       Começou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, tentando colocar os primeiros no esquecimento. Mas não parou por aí. Os mais populares e os mais perseverantes eram humilhados, torturados e, por fim, mortos.

       No ano 363, a família de Bibiana foi executada na sua presença, porque não renunciou à fé cristã. Flaviano, seu pai, morreu com uma marca na testa que o identificava como escravo. Defrosa, sua mãe foi decapitada. Ela e a irmã Demétria, antes, foram levadas para a prisão.

     A primeira a morrer foi Demétria, que perseverou na fé após severos suplícios na presença da irmã. Por último, foi o martírio de Bibiana, para a qual, conforme a antiga tradição, o governador local usou outra tática. Foi levada a um bordel de luxo para abandonar a religião ou ser prostituída. Mas os homens não conseguiam aproveitar-se de sua beleza, pois a um simples toque eram tomados por um surto de loucura. Bibiana, então, foi transferida para um asilo de loucos e lá ocorreu o inverso, os doentes eram curados.

      Sem renegar Cristo, foi entregue aos carrascos para ser chicoteada até a morte e o corpo jogado aos cães selvagens. Outro prodígio aconteceu nesse instante, pois os cães não o tocaram. Ao contrário, mantiveram uma distância respeitosa do corpo da mártir. Os seus restos, então, foram recolhidos pelos demais cristãos e enterrados ao lado dos familiares, num túmulo construído no monte Esquilino, em Roma.

      Finalmente, a perseguição sangrenta acabou. A história do seu martírio ganhou uma devoção dos fieis. Santa Bibiana passou a ser incovada contra os males de cabeça e as doenças mentais e a epilepsia. Seu túmulo tornou-se meta de peregrinação e o seu bonito nome escolhido na hora do batismo. Também a conhecida variação, não menos bela, de Viviana se tornou popular na cristandade.

      A veneração era tão intensa que o papa Simplício mandou construir sob sua sepultura uma pequena igreja dedicada a ela, no ano 407. O culto ganhou um reforço maior ainda quando, por volta de 1625, foi erguida sob as ruínas da antiga igreja uma basílica. Nela, as relíquias de santa Bibiana se encontram guardadas debaixo do altar-mor.

      Além de ser uma das padroeiras da belíssima cidade de Sevilha, na Espanha, santa Bibiana é, também, padroeira da diocese de Los Angeles, nos Estados Unidos. É celebrada no dia 2 de dezembro, considerado o de sua morte pela fé em Cristo.
 
Santa Bibiana ou Viviana, rogai por nós!
 
 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Evangelho do dia - Mateus 8, 5 - 11


    

Quando Jesus entrou em Cafarnaum, um centurião aproximou-se dele, suplicando: “Senhor, o meu criado está de cama, lá em casa, paralisado e sofrendo demais”. Ele respondeu: “Vou curá-lo”. O centurião disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu criado ficará curado. Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um : 'Vai!', e ele vai; e a outro: 'Vem!', e ele vem; e digo ao meu escravo: 'Faze isto!', e ele faz.'. Ao ouvir isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o estavam seguindo: “Em verdade, vos digo: em ninguém em Israel encontrei tanta fé. Ora, eu vos digo: muitos virão do oriente e do ocidente e tomarão lugar à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - A ACOLHIDA DO SENHOR

O oficial romano, por ser pagão, era para os judeus “ impuro”, isto é, inaceitável. Um judeu observante não falava com um pagão e, muito menos, entrava na sua casa. Era o preconceito, por ser ele considerado impuro. O oficial romano é também chamado “centurião”, derivado de “cento”, ou seja, chefe de um batalhão de cem soldados. Pela sua fé, elogiada por Jesus, o centurião se torna representante de todos os pagãos que crerão em Jesus. Fica também entendido que as fronteiras do Reino de Deus vão muito além das fronteiras que criamos. A fronteira é a fé. Sem esta fé não se entra no Reino.
 
     O oficial romano é um exemplo de disponibilidade para acolher o Senhor. Sendo um romano, não nutria a esperança na vinda do Messias, como o Povo de Deus. Era um chefe militar, sob cujas ordens estava uma centena de soldados. Tal condição colocava-o numa situação que, com muita facilidade, poderia tê-lo levado à soberba e ao autoritarismo. Exercendo seu cargo numa terra estrangeira, corria o risco de mostrar-se prepotente e opressor da população local.
 
     Entretanto, ele não se deixou levar por nenhuma dessas tentações. O terrível sofrimento de um subalterno paralítico tocou fundo o seu coração. Seu amor solidário manifestou-se no interesse sincero de lutar para o seu servo obter a cura. Por isso, não receou suplicá-la a Jesus, nem lhe pareceu inconveniente colocar-se como subalterno e totalmente dependente do Mestre. Deste modo, ao amor pelo servo doente juntou-se uma fé entranhada a Jesus. Fé e amor permitiram, pois, ao homem pagão deixar a ação de Deus atuar em sua vida.
 
     O mesmo acontece com o discípulo do Reino: será digno de acolher o Senhor, na medida em que a fé o amor forem os eixos de sua ação, levando-o a romper os limites do egoísmo e a sair de si, para encontrar Jesus que passa em sua vida.

                                                                                     Pe. Jaldemir Vitório

Oração
Senhor Jesus, dá-me fé e amor profundos para que, rompendo os laços do meu egoísmo, criem, no mais íntimo do meu ser, espaço para acolher-te.

 

Santo do dia - Santo Elói ou Elígio

Bispo, escultor, modelista, marceneiro e ourives, Elói ou Elígio foi um artista e religioso completo. Nasceu na cidade de Chaptelat, perto de Limoges, em 588, na França.
 
     Seus pais, de origem franco-italiana, eram modestos camponeses cristãos com princípios rígidos de honestidade e lealdade, transmitidos com eficiência ao filho. Com sabedoria e muito sacrifício, fizeram questão que ele estudasse, pois sua única herança seria uma profissão.

      Assim foi que, na juventude, Elói ingressou na escola de ourives de Limoges, a mais conceituada da Europa da época e respeitada ainda hoje. Ao se formar mestre da profissão, já era afamado pela competência, integridade e honestidade. Tinha alma de monge e de artista, fugia dos gastos com jogos e diversões. tudo dispendia com os pobres. Levava uma vida austera e de oração meditativa, ganhando o apelido de "o Monge". Conta-se que sua fama chegou à Corte e aos ouvidos do rei Clotário II, em Paris. Ele decidiu contratar Elói para fazer um trono de ouro e lhe deu a quantidade do metal que julgava ser suficiente. Mas, com aquela quantidade, Elói fez dois tronos e entregou ambos ao rei. Admirado com a honestidade do artista, ele o convidou para ser guardião e administrador do tesouro real. Assim, foi residir na Corte, em Paris.

      Elói assumiu o cargo e também o de mestre dos ourives do rei. E assim se manteve mesmo depois da morte do soberano. Quando o herdeiro real assumiu o trono, como Dagoberto II, quis manter Elói na corte como seu colaborador, pois lhe tinha grande estima. Logo o nomeou um de seus conselheiros e embaixador, devido à confiança em suas virtudes.

      Elói também realizou obras de arte importantes, como o túmulo de são Martinho de Tours, o mausoléu de são Dionísio em Paris, o cálice de Cheles e outros trabalhos artísticos de cunho religioso. Além disso, e acima de tudo, Elói era um homem religioso, não lhe faltou inspiração para grandes obras beneméritas e na arte de dedicar-se ao próximo, em especial aos pobres e abandonados. O dinheiro que recebia pelos trabalhos na Corte, usava-o todo para resgatar prisioneiros de guerra, fundar e reconstruir mosteiros masculinos e femininos, igrejas e para contribuir com outras tantas obras para o bem estar espiritual e material dos mais necessitados. Em 639, o rei Dagoberto II morreu. Elói, então, ingressou para a vida religiosa.

      Dois anos depois, era consagrado bispo de Noyon, na região de Flandres. Foi uma existência totalmente empenhada na campanha da evangelização e reevangelização, no norte da França, Holanda e Alemanha, onde se tornou um dos principais protagonistas e se revelou um grande e zeloso pastor a serviço da Igreja de Cristo.

      Durante os últimos dezenove anos de sua vida, Elói evitou o luxo e viveu na pobreza e na piedade. Foi um incansável exemplo de humildade, caridade e mortificação. A região de sua diocese estava entregue ao paganismo e à idolatria. Com as pregações de Elói e suas visitas a todas as paróquias, o povo foi se convertendo até que, um dia, todos estavam batizados.

      Morreu no dia 1o de dezembro de 660, na Holanda, durante uma missão evangelizadora. A história da sua vida e santidade se espalhou rapidamente por toda a França, Itália, Holanda e Alemanha, graças ao seu amigo bispo Aldoeno que escreveu sua biografia.

      A Igreja o canonizou e autorizou o seu culto, um dos mais antigos da cristandade. A festa de santo Elói ou Elígio, padroeiro dos joalheiros e ourives, ocorre na data de sua morte. Entretanto ele é celebrado também como padroeiro dos cuteleiros, ferreiros, ferramenteiros, celeiros, comerciantes de cavalos, carreteiros, cocheiros, garagistas e metalúrgicos.
 
Santo Elói ou Elígio, rogai por nós!