sexta-feira, 6 de junho de 2014

Santo do dia - São Norberto, sacerdote e monge

 
Neste dia, lembramos a vida de santidade do fundador da Ordem dos Premonstratenses, conhecidos também como os Monges Brancos. São Norberto nasceu na Alemanha, em 1080, numa família nobre e de muita influência.
 
       Jovem simpático, elegante, dado aos esportes, à caça, à vaidade e aos jogos da época. Era considerado um homem de Igreja, porém, na vida não testemunhava o seguimento ao Cristo. Aconteceu que, certa vez, ao passear de cavalo pegou um temporal que atingiu seu animal com um forte raio, que o matou e lançou o santo no chão desacordado. Ao voltar em si, tomou consciência pela graça divina do triste estado em que andava sua alma. A partir deste fato, entrou num forte processo de conversão.
 
       São Norberto renunciou tudo aquilo que o afastava de Deus e dos irmãos, trocando toda sua riqueza pela pobreza de um pregador penitente e itinerante. Tornou-se sacerdote e monge. Muitas vezes, foi perseguido pelas suas fervorosas pregações, mas em tudo teve a bênção do Papa, tanto assim que foi escolhido e ordenado Bispo, e em seguida Arcebispo de Magdeburgo. Morreu com 54 anos, sendo considerado o maior reformador do século XII.
 
São Norberto, rogai por nós!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Meditação: A divisão entre os cristãos é um escândalo para o mundo!


           

 
        Nós continuamos a refletir sobre a oração sacerdotal de Jesus, de modo muito singular sobre essa súplica que Ele dirige ao Pai na intenção de todos aqueles que vão acreditar no Seu nome; daqueles que levarão a vida em nome d’Ele. Cristo suplica ao coração do Pai pela união, pela unidade, para que todos caminhem unidos na crença, na convicção, na fé no Deus único e verdadeiro e no Seu enviado Jesus Cristo, o Nosso Salvador!
 
       É um escândalo para o mundo a divisão entre os cristãos. Você sabe que uma casa dividida é uma casa em ruínas! Nós estamos na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, neste ano as Igrejas cristãs estão suplicando a graça de que cada vez mais se construam pontes para que o diálogo e para que a unidade aconteça no meio daqueles que creem em Cristo.
 
       A pergunta e a reflexão que se faz neste ano é: “Cristo está dividido?” Não, Cristo não está dividido, quem está dividido é o Corpo de Cristo, os seguidores de Cristo, as denominações que se dizem cristãs – os cristãos estão divididos! Mas Cristo é uno com o Pai e com o Espírito Santo, e se nós quisermos, de fato, estar unidos a Cristo, cabeça da Igreja, unidos a Ele, nós, que somos o Seu Corpo, precisamos dar o melhor de nós para que se estabeleça a unidade entre os cristãos.
 
       Unidade não quer dizer uniformidade às diferenças históricas, às vezes, até doutrinárias e dogmáticas que se estabeleceram e que devem continuar entre nós cristãos. Mas o que não podemos é continuar escandalizando o mundo! Cristãos que não se falam, não se cumprimentam, não se conhecem, não rezam juntos, não se respeitam; Igrejas que atacam Igrejas; cristãos que falam mal uns dos outros. Cristãos que não são capazes de estender a mão para o outro porque este pertence a uma denominação diferente ou um grupo diferente. Pode ser que eles não preguem no mesmo grupo que nós nem da mesma forma, mas eles pregam o Cristo.
 
     Por mais que as divergências históricas sejam inúmeras, nós não podemos esquecer que estamos a serviço de Cristo, cabeça da Igreja. Que possamos unir as nossas preces às preces de Jesus pela unidade para que cada vez mais se construam pontes a fim de unir os que creem no mesmo Deus!
 
Pe Roger Araújo - Canção Nova

Evangelho do dia - (João 17,20-26)

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: 17 20 "Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. 21 Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. 22 Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: 23 eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim. 24 Pai, quero que, onde eu estou, estejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória que me concedeste, porque me amaste antes da criação do mundo. 25 Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes sabem que tu me enviaste. 26 Manifestei-lhes o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles".
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - Perfeitos na unidade

 
A oração de Jesus abre-se para o futuro: ele pede não somente para os atuais discípulos, mas para aqueles, não importa a que tempo, que abraçarão a fé. Há uma unidade, inspirada na união entre o Pai e o Filho, que permanece além de um tempo determinado da história.
 
      A unidade foi o tema polarizador da pregação de Jesus, na etapa final do seu ministério. Esta preocupação é facilmente compreensível. Ele conhecia bem o coração humano, e sua tendência para a divisão, os conflitos, e a visão distorcida da realidade. Sintoma do pecado, a ausência de comunhão coloca-se no extremo oposto do ideal de Jesus. Foi este o alvo de sua ação redentora: arrancar o ser humano do egoísmo, que perverte o coração e o afasta de Deus e do próximo, levando a converter-se à unidade.
 
      O modelo de unidade vislumbrado por Jesus é a comunhão trinitária. Portanto, ao apelar para a unidade, sua intenção foi levar os seres humanos a viver de modo semelhante, como vivem o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É o mesmo projeto, fundado na comunhão, que Jesus propõe para a humanidade, a começar pelo grupo restrito dos discípulos.
 
      Para Jesus, a comunhão dos discípulos reforçaria a credibilidade de sua condição de enviado. Se implantou uma forma de amor-comunhão, diferente das até então conhecidas, é porque ele, de alguma forma, a tinha previamente experimentado na comunhão com o Pai e o Espírito Santo. Esta experiência prévia, no seio da Trindade, possibilitou a Jesus mostrar aos seres humanos o que seria melhor para eles. Sem amor-comunhão, só existe frustração. Não existe salvação possível.
 
      É próprio do discípulo cultivar o ideal de ser perfeito na unidade.
 
 Pe. Jaldemir Vitório
 
Oração
Espírito de comunhão não permitas que se rompam os laços que me ligam a todos os meus irmãos e irmãs, e faça-me compreender o valor da unidade proclamada por Jesus.

Santo do dia - São Bonifácio, monge beneditino


Com alegria, celebramos vida de total entrega a Deus, deste santo que se tornou o “Apóstolo da Alemanha”.
 
     São Bonifácio nasceu em 675 e recebeu o nome de batismo de Winfrido e com o passar da vida, no seguimento ao Divino Mestre, tornou-se monge beneditino.
 
     O coração de Bonifácio era sereno como o dos seus irmãos monges, porém, inquieto por causa do seu ardor missionário, sendo assim ao se apresentar ao Papa recebeu sua investidura de missionário, fato que mudou sua vida e seu nome de Winfrido para Bonifácio, em memória de um grande mártir. Ordenado Bispo, São Bonifácio soube proporcionar elo do Cristianismo nascente na Alemanha com Roma, assim como bem evangelizou os quatro cantos de sua região, através de muitos mosteiros e dioceses que nasceram por sua causa.
 
     Docilidade e firmeza, timidez e coragem, oração e ação estavam presentes em sua pessoa e em seu fecundo apostolado, que não se resumiu na Alemanha, pois ao estabelecer sede episcopal, deixou tudo nas mãos de outro Bispo e foi evangelizar o Norte da Europa. Aconteceu que ao ir para Dokkin a convite para celebrar o Crisma, São Bonifácio e outros cristãos foram atacados e mortos por pagãos, isso em 754.
 
São Bonifácio, rogai por nós!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Evangelho do dia - (João 17,11-19)


 
Naquele tempo, Jesus ergue os olhos para o céu e rezou, dizendo 17 11 "Já não estou no mundo, mas eles estão ainda no mundo; eu, porém, vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós. 12 Enquanto eu estava com eles, eu os guardava em teu nome, que me incumbiste de fazer conhecido. Conservei os que me deste, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. 13 Mas, agora, vou para junto de ti. Dirijo-te esta oração enquanto estou no mundo para que eles tenham a plenitude da minha alegria. 14 Dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. 15 Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal. 16 Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. 17 Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. 18 Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. 19 Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade".
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - Uma dolorosa exceção

      Jesus não poupa seus discípulos das tribulações que o mundo lhes prepara. Melhor dizendo: o Mestre não lhes reserva um lugar especial, geograficamente separado, onde estejam imunes de tentações. A prova de sua fé acontece no confronto com o Maligno. É então que podem dar mostras da solidez ou da fragilidade de sua adesão ao Senhor.
 
      No colóquio com o Pai, Jesus alude ao fato da deserção de um discípulo, seduzido pelo Maligno: "Nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição". Nesta dolorosa exceção, sente como que fracassado em sua missão.
 
      Todo o seu ministério foi marcado por uma dedicação exemplar àqueles que o Pai lhe confiara. Guardava-os, com desvelo, para não se desviarem do caminho. Falava-lhes do Pai, revelando-lhes a sua face amorosa. Consagrou-os na verdade e os enviou para serem continuadores de sua missão.
 
      Entretanto, além de não tê-los segregado, também não os privou da liberdade. Assim, ficou aberto o espaço para a infidelidade e a deserção. Alguém deu mais atenção ao mundo do que à palavra do Mestre. Foi o que fez Judas, o "filho da perdição". Foi-lhe franqueada a salvação. Ele, porém, a rejeitou.
 
      A perseverança dos discípulos é obra do Espírito, força divina que os move a resistir diante das sugestões do Maligno. Quem é cauteloso sabe como precaver-se!
 
Pe. Jaldemir Vitório
 
Oração
Pai, reforça minha fidelidade a Jesus, de maneira que o Maligno não prevaleça sobre mim. Protege-me contra a maldade do mundo, consagrando-me na verdade.

Santo do dia - São Crispim, primeiro santo canonizado pelo Papa João Paulo II

 

Neste dia lembramos o primeiro santo canonizado pelo Papa João Paulo II: São Crispim, que nasceu em Viterbo, na Itália, em 1668.
 
     Chamado à vida religiosa, recebeu uma formação jesuíta. Porém, acabou entrando para a família franciscana, despertado pela piedade dos noviços. Ocupou cargos de grande simplicidade dentro da comunidade como a horta, a cozinha, e tantos outros serviços onde ele testemunhava em tudo o amor de Deus.
 
     Falava e vivia a seguinte frase: “Quem ama a Deus com pureza de coração, vive feliz e morre contente”
 
     Crispim deixou essa marca da pureza e da alegria. Ele viveu tudo com pureza de coração, foi feliz e morreu contente em 1748.
 
     Que nosso caminho seja marcado pelo amor e pela verdadeira alegria.
 
São Crispim, rogai por nós!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Carta MCC Brasil – Jun – 2014 (178ª.)




“Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes atividades, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos... Todas essas coisas as realiza um e o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme quer”. (1Cor 12, 4-7.11)
Muito amados irmãos e irmãs, “renascidos da água e do Espírito” (Cf Jo 3,5b), permaneçamos abertos – mente e coração - a uma nova manifestação do Espírito Santo!
 
 Celebração do Divino Espírito Santo, o Pentecostes. Logo no início deste mês de junho, celebramos, com toda a Igreja, a grande festa de Pentecostes, a descida do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos. Uma celebração que, concluindo o tempo pascal, é atualizada sobre cada discípulo e discípula de Jesus através dos tempos bem como sobre toda a Igreja de Cristo. Igreja que em nossos tempos está passando por tantos desafios sobretudo devido à radical mudança de cultura e de culturas; a uma reinterpretação de valores nem sempre ou quase nunca pautados pelos valores anunciados pela Boa Notícia de Jesus; a problemas internos e de prática alheios à mensagem e ao espírito do Reino de Deus...
 Miremos o nosso Papa Francisco que, tão iluminado pelo Espírito Santo, continua anunciando para toda a Comunidade eclesial, tanto através de suas palavras quanto de seu testemunho, uma renovação necessária e urgente. “Vinde Espírito Santo....  Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. E renovareis a face da terra”.  Ouçamo-lo ao concluir uma sua recentíssima homilia na Casa de Santa Marta onde mora, sobre a presença do Espírito Santo na Igreja: “O Espírito Santo é a presença viva de Deus na Igreja. É o que faz andar a Igreja, o que faz caminhar a Igreja. Cada vez mais, para além dos limites, mais adiante. O Espírito Santo, com seus dons, guia Igreja. Não se pode entender a Igreja de Jesus sem o Paráclito, que o Senhor envia para isso. E toma tantas decisões impensáveis. Realmente, impensáveis! Para usar uma palavra de São João XXIII: é precisamente o Espírito Santo que ‘atualiza’ a Igreja: verdadeiramente, precisamente a atualiza e a faz ir adiante. E nós, cristãos, devemos pedir ao Senhor a graça da docilidade ao Espírito Santo. A docilidade a este Espírito que nos fala no coração, nos fala nas circunstâncias da vida, nos fala na vida eclesial, nas comunidades cristãs, nos fala sempre” .   
 Sugestão para reflexão pessoal e/ou em comunidade: o Papa Francisco repete uma expressão já citada em inúmeras oportunidades: “docilidade ao Espírito Santo”. Para você e/ou para sua comunidade qual é o sentido do termo “docilidade”? Existe abertura de mente e de coração para a ação do mesmo Espírito Santo que “renova toda a face da terra” ou é mais cômodo ficar instalado nas tradicionais garantias e “seguranças” de salvação pessoal ou nas antigas expressões ou nos ultrapassados métodos de evangelização?     
 
Prossigamos, então com nossas reflexões sobre a Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” – A Alegria do Evangelho (EG) continuando o Capítulo I: “A transformação missionária da Igreja”, depois de termos considerado em nossa Carta anterior o parágrafo “Uma Igreja em saída”. 
02. “Pastoral em conversão (EG 25-33). Esses parágrafos fazem-nos lembrar o Documento de Aparecida (DA 365-372) do qual o próprio Papa Francisco, quando Cardeal, foi um dos principais redatores.  De fato, é preciso esforço para avançar na conversão pastoral e missionária exigindo uma renovação da Igreja inteira, como consciência de emenda dos defeitos. Numa Igreja sem fidelidade à vocação, suas estruturas sempre se corrompem. Assim, a verdadeira conversão pastoral leva à saída para a ação missionária. Por isso, essa saída é exigida de todas as instituições e movimentos eclesiais. Sobretudo dos movimentos cujo carisma manifesta a Igreja saindo ao encontro de todos ou, como diz o Papa, saindo para as “periferias existenciais”, lembrando-lhes que a pastoral em clave missionária exige coragem e exige ser ousada e criativa.
03. A partir do coração do Evangelho” (EG 34- 39). Sobrasai, aqui, a urgência de se levar em conta a maneira de comunicar a mensagem do Evangelho, pois com as “novidades” da internet e dos meios de comunicação de massa corremos o risco de mutilar e reduzir seu conteúdo. Daí o perigo de ficarmos em aspectos secundários da mensagem. Assim identificamos o secundário com o essencial de Jesus Cristo. Não é o caso de impor doutrinas, mas anunciar o mais necessário. O núcleo é a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Cristo. Na hierarquia das virtudes e ações está a fé quando atua por amor. O destaque principal é a misericórdia, mostrando o amor de Deus. Na pastoral é preciso olhar a proporção entre os valores anunciados. É o caso de quando se fala mais de temperança e menos de justiça e caridade. Mais da lei que da graça; mais da Igreja que de Jesus; mais do papa que da Palavra. Caso contrário, a mensagem pode correr o risco de perder “o perfume do Evangelho”.
1.4. A missão que se encarna nas limitações humanas (40-45). Não podemos ficar limitados em nossas imperfeições ao evangelizar. Lembra-se que a missão dos teólogos é a de ajudar a Igreja a amadurecer seu próprio juízo de ação. É preciso ouvir uns aos outros para entender melhor o Evangelho. Urge prestar atenção às mudanças rápidas e permanentes novidades sem nos escravizarmos a elas, pois acabamos por correr o risco de anunciar um deus que não é nem cristão. A fé tem o aspecto da cruz, que supõe adesão do coração com amor. Os preceitos dados por Cristo são pouquíssimos e nos tornam livres. Isso tem que ser levado em conta ao pensar numa reforma da Igreja. A culpa é diminuída pela ignorância, pela violência, pelo medo e vários fatores. O valor do ideal evangélico está na misericórdia e na paciência. A EG faz uma observação importantíssima referente ao sacramento da reconciliação, afirmando que o confessionário não pode ser câmara de tortura, mas de misericórdia. Um coração missionário está consciente das várias limitações humanas. Ele nunca se fecha e nem opta por agir com rigidez buscando defender-se a si mesmo. 
05. Uma mãe de coração aberto (46-49). A Igreja “em saída” deve estar sempre com as portas abertas. Foi o que fez o pai do filho pródigo na expectativa de retorno do filho. O evangelizador deve ser paciente na busca do caído pelo caminho. As portas devem estar abertas para todos, evitando moralismos. Nem as portas dos sacramentos devem ser fechadas para alguns. O batismo e a eucaristia são alimentos generosos para os fracos. Temos que agir com cuidado de não nos tornar controladores da graça e, sim, como seus fieis facilitadores. O dinamismo missionário deve atingir os pobres, doentes, esquecidos. Esses são os principais destinatários do Evangelho de Jesus Cristo.

Conclusão deste Capítulo I: sair do comodismo e fechamento para buscar quem está na margem

Sugestão para reflexão pessoal e/ou comunitária. A esta altura de nossas sínteses-reflexões sobre esses parágrafos do Capítulo I da EG deve ter ficado bem claro o significado ou, melhor a exigência da “Transformação missionária da Igreja”. Portanto, nunca é demais continuarmos a nos questionar sobre os nossos raios de ação e de presença missionárias. Permanece a alternativa de uma resposta à urgente pergunta: os Movimentos ditos eclesiais (com uma referência muito particular ao Movimento de Cursilhos) já tomaram consciência da necessidade dessa “transformação missionária” ou continuam, ainda em inúteis discussões sobre coisas acidentais ou, pelo menos, não tão importantes para o anúncio da Boa Notícia? Continuam fechados em si mesmos sem ousar uma saída missionária?
Na próxima Carta pretendemos tratar do Cap.II da EG: “Na crise do compromisso comunitário” (EG 50-109). Por ora, deixo meus queridos leitores sob a proteção de Maria, a primeira Evangelizadora, e com meu abraço amigo e fraterno no Senhor Jesus Cristo.
Pe. José Gilberto BERALDO - Equipe Sacerdotal – GEN

 

Evangelho do dia - (João 17,1-11)

Naquele tempo, 17 1 Jesus afirmou essas coisas e depois, levantando os olhos ao céu, disse: "Pai, é chegada a hora. Glorifica teu Filho, para que teu Filho glorifique a ti; 2 e para que, pelo poder que lhe conferiste sobre toda criatura, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe entregaste. 3 Ora, a vida eterna consiste em que conheçam a ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste. 4 Eu te glorifiquei na terra. Terminei a obra que me deste para fazer. 5 Agora, pois, Pai, glorifica-me junto de ti, concedendo-me a glória que tive junto de ti, antes que o mundo fosse criado. 6 Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus e deste-mos e guardaram a tua palavra. 7 Agora eles reconheceram que todas as coisas que me deste procedem de ti. 8 Porque eu lhes transmiti as palavras que tu me confiaste e eles as receberam e reconheceram verdadeiramente que saí de ti, e creram que tu me enviaste. 9 Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10 Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu. Neles sou glorificado. 11 Já não estou no mundo, mas eles estão ainda no mundo; eu, porém, vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós".
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - A Vida Eterna já nos foi dada

 
      Se pudéssemos fazer um gráfico comparativo entre os evangelhos sinóticos e o de João, iríamos perceber que nos sinóticos, na medida em que vai chegando a paixão e morte de Jesus, a linha do gráfico vai decaindo, tudo começou tão bem, atingiu o auge mas agora o Messianismo de Jesus parece que está acabando em nada, e a linha vai chegar no zero.
 
     No evangelho Joanino tudo é diferente, e na medida em que se aproxima a paixão e a morte do Senhor, a linha do gráfico vai subindo de forma ascendente atingindo o ponto mais alto, o cume do messianismo: Jesus é Deus verdadeiramente! Por isso a palavra "Glorificação" é importante e só nesse evangelho aparece meia dúzia de vêzes... Mas essa glorificação deve ser bem entendida, senão fica parecendo, na nossa linguagem humana, uma rasgação de elogio e jogação de confete entre o Pai e o Filho, quando na verdade o que está em jogo é a vida e o destino de toda humanidade.
 
     A glorificação de Jesus significa a total restauração do Ser humano, Jesus não só resgata o homem para o paraíso, ele o coloca em um trono e o homem, doravante, fará parte da Divindade Trinitária, o homem deixa o caos desordenado do pecado e passa á luz da Graça de Deus, ou seja, em Jesus, o Homem Novo, Deus renova toda a humanidade e a sua glória se irradia em cada ser humano.
 
     Por isso que a glorificação de Jesus têm continuidade nos seus discípulos, pois assim como Jesus e o Pai formavam uma unidade perfeita, agora em Jesus, o homem começa a participar dessa unidade. A obra de Jesus foi terminada, o elo entre Deus e o Homem foi refeito, e a Vida de comunhão com Deus tornou-se uma realidade. Eliminada essa distância que havia entre Deus e o homem, na Teologia Joanina a Vida Eterna já foi dada a cada ser humano.
 
     Precisamente esta Vida Eterna presente em nós na Graça Santificante e Operante, é que dá um novo significado á nossa existência naquilo que somos e fazemos, no que falamos e pensamos, em tudo isso resplandece á Luz Divina e assim, Jesus e o Pai são glorificados.
 
      A oração de Jesus, chamada nesse capítulo 17 , de Oração sacerdotal, é a oração que pede, mas ao mesmo tempo que se propõe a fazer, aquilo que pediu ao Pai. Jesus pede que nenhum dos que o Pai deu a ele, se percam, mas para que a oração seja atendida, Jesus irá dar o precioso dom da sua Vida, deixando-se imolar, pagando assim um alto preço para nossa renovação e total restauração.
 
      A oração de Jesus é no sentido de que esse novo homem agora seja forte e não caia mais nas seduções do "mundo" do mal como ocorrera com nossos primeiros pais. Jesus, o homem novo, pressionado pelas forças do mal, quando estava no mundo, as derrotou com a morte na cruz, agora a pressão do mal será sobre os discípulos, que têm em Jesus essa mesma força, capaz de superar todo o mal e assim sacramentar a vitória de Jesus tornando-a definitiva.
 
Diácono José da Cruz
 
ORAÇÃO
Pai, reforça minha disposição a ser discípulo de teu Filho. Assim, poderei caminhar para ti com a segurança de quem se deixa iluminar pela verdadeira luz.

Santo do dia - São Carlos Lwanga e companheiros, na África testemunharam o nome de Jesus


Neste dia, celebramos a memória destes grandes mártires que na África testemunharam o nome de Jesus. Carlos Lwanga era chefe dos pajens, que serviam na corte do rei Muanga da Uganda.
 
     Acontece que a entrada da evangelização na África, sofreu muito pelas invasões dos homens brancos, por isso os missionários tinham que ser homens verdadeiramente de Deus, ou seja, de caridade, pois facilmente eram confundidos como colonizadores. Depois da entrada dos padres que fizeram um lindo trabalho de evangelização que atingiu Carlos Lwanga e outros, o rei se revoltou e decretou pena de morte para os que rezassem.
 
      São Carlos, depois de muito se preparar junto com seus companheiros, apresentou-se diante do rei com o firme propósito de não negar a fé, por isso foi queimado vivo diante de todos. Seguindo o irmão na fé, nenhum deles renegou, até que em 1887 o último deles morreu afogado, como parte dos corajosos mártires de Uganda, na África.
 
São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Evangelho do dia - (João 16,29-33)

 
Naquele tempo, os discípulos disseram a Jesus: 16 29 "Eis que agora falas claramente e a tua linguagem já não é figurada e obscura. 30 Agora sabemos que conheces todas as coisas e que não necessitas que alguém te pergunte. Por isso, cremos que saíste de Deus". 31 Jesus replicou-lhes: "Credes agora! 32 Eis que vem a hora, e ela já veio, em que sereis espalhados, cada um para o seu lado, e me deixareis sozinho. Mas não estou só, porque o Pai está comigo. 33 Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo".
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - Tenham confiança!

Junto à realidade de conhecer a fraqueza de seus discípulos que logo o deixaram sozinho, Jesus dá testemunho da segurança que habita nele: "Não estou sozinho, o Pai está comigo”. O grande dom da Páscoa é que agora, a partir da morte e ressurreição de Jesus, cada um dos que vivemos de sua Vida podemos proclamar a mesma coisa nos momentos de angústia e solidão: não estamos sozinhos, a presença do Pai, atento a cada um de seus filhos, precede-nos e nos acompanha.
 
     Os discípulos, nem de longe, podiam imaginar o futuro que teriam pela frente. Intelectualmente, deram mostras de ter entendido os ensinamentos de Jesus, chegando mesmo a proclamar sua condição de enviado de Deus. E depois, quando se apresentasse a ocasião de dar testemunho público desta verdade, estariam preparados para tal desafio?
 
     O Mestre não tinha nenhuma dúvida a este respeito. Ao chegar a hora de se declararem discípulos seus, haveriam de debandar e deixá-lo sozinho. Triste constatação para quem se julgava sintonizado com Jesus!
 
     O realismo do Mestre não lhe permite desesperar, por causa disto. Embora sabendo que seria vítima do abandono do grupo escolhido e preparado por levar adiante sua missão, exorta-o à confiança.
 
     Seguros quanto ao poder de Jesus sobre o mundo, os discípulos se julgavam em condições de enfrentá-lo, sem temer suas investidas e ameaças de morte. O gesto mesquinho da fuga poderá ser irrelevante, se forem capazes de retomar o projeto do Senhor e levá-lo destemidamente adiante.
 
     A morte e a ressurreição de Jesus significam sua vitória sobre o mundo, e a desarticulação dos esquemas mundanos. Quem se confia ao Ressuscitado, apesar da ferocidade do inimigo, pode estar certo de que irá vencê-lo. A vitória de Jesus sobre o mundo foi definitiva.
Pe. Jaldemir Vitório
 
Oração
Espírito de luta, que eu não me deixe intimidar pelo mundo; antes, dá-me suficiente coragem para que eu possa enfrentá-lo e vencê-lo.

Santo do dia - São Marcelino e São Pedro, Mártire, Instrumentos da Divina Providência

 
Os santos de hoje, pertenceram ao clero romano no século IV e viveram no contexto da grande perseguição contra a Igreja de Cristo, por parte do Imperador Diocleciano. Foram mártires por causa do amor a Jesus. Os santos demonstram com a vida e até com a morte, no caso dos mártires, que o amor precisa ser o mais importante.
 
      Foram presos, e na cadeia souberam que o responsável daquela prisão estava deprimido. E quiseram saber o porquê. E a filha deste, estava sendo oprimida pelo maligno. Eles então, anunciaram Jesus àquele pai, e disseram do poder do Senhor para libertá-la. Conseguiram liberação, foram até a casa desta família, anunciaram Jesus, oraram pela libertação daquela criança e que graça, toda a família se converteu, aceitando o santo Batismo. Este pai de família também foi preso e martirizado.
 
      Pedro e Marcelino foram instrumentos da Divina Providência para que a evangelização chegasse a essa família e a tantas outras pessoas. Estes santos foram decapitados no ano de 304.

      Peçamos a intercessão destes santos para que a nossa evangelização seja centrada no amor de Deus, para que muitas famílias se convertam e se tornem sinais visíveis deste amor que santifica e salva, o amor de Deus.

São Marcelino e São Pedro, rogai por nós!