quinta-feira, 10 de julho de 2014

Santo do dia - Santo Olavo, o santo rei da Noruega


Hoje a Igreja nos convida a contemplar a vida de Santo Olavo, o santo rei da Noruega.
 
     Nascido em 995 numa família real, Olavo mostra-nos com sua vida que a santidade não escolhe profissão, nem posição social, pois ela não vêm sobre classes, mas sim em corações abertos à Graça de Cristo.
 
     Aconteceu que o jovem Olavo foi para a Inglaterra numa expedição e assim pôde conhecer Jesus, o Cristianismo e ser batizado, isto em 1014. Ao voltar para a casa, Olavo, que era herdeiro do trono, encontrou o falecimento do pai e usurpadores do reino. Assim teve Olavo de assumir o trono e submeter os inimigos pelo combate.
 
     Quando esteve no poder, Santo Olavo buscou a santidade como rei; sem deixar de fazer de tudo para levar Deus aos súditos, por isso, procurou acabar com o paganismo, construir igrejas e trazer sacerdotes da Inglaterra para evangelizar seu povo.
 
     Todos os esforços de Olavo para submeter a Noruega ao Rei dos reis e Senhor dos senhores encontraram êxitos e barreiras, ao ponto do santo rei ter que ficar por um tempo exilado e ao voltar foi vítima de um conflito armado em 1030.
 
Santo Olavo, rogai por nós!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Evangelho do dia - (Mateus 10,1-7)


10 1 Jesus reuniu seus doze discípulos. Conferiu-lhes o poder de expulsar os espíritos imundos e de curar todo mal e toda enfermidade. 2 Eis os nomes dos doze apóstolos: o primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão. Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. 3 Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. 4 Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor. 5 Estes são os Doze que Jesus enviou em missão, após lhes ter dado as seguintes instruções: “Não ireis ao meio dos gentios nem entrareis em Samaria; 6 ide antes às ovelhas que se perderam da casa de Israel. 7 Por onde andardes, anunciai que o Reino dos céus está próximo”.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - Um chamado pessoal

Jesus não chamou para seu grupo os mais preparados do seu tempo, mas, os mais disponíveis. Chamou simples pescadores – Pedro, André, Tiago, João. Chamou o cobrador de impostos. Chamou gente simples. Não significa que discriminou. Apenas, significa que o coração mais simples está livre de muitas preocupações. E os chamados recebem o mesmo poder de Jesus: anunciar o Reino, expulsar os espíritos maus e curar todas as doenças, uma missão de libertar as pessoas de todos os males. Rejeitar os chamados, os apóstolos é rejeitar a salvação.
 
   A lista do primeiro grupo de apóstolos, escolhidos entre tantas outras pessoas que seguiam Jesus, indica o caráter pessoal da vocação e da missão do discípulo. Quais terão sido os critérios usados por Jesus para escolher os doze apóstolos? Pergunta difícil de ser respondida. Sem dúvida, não foi porque eram pessoas de excelente caráter e firmes na fé. Nem dotadas de alto cabedal de ciência teológica e versadas nas Escrituras. Nem provindas das camadas altas da sociedade, que gozavam de prestígio. Em suma, no âmbito puramente externo, não é possível reconhecer elementos que justifiquem o chamado de homem incultos, pescadores de profissão, originários de uma região cuja fama não era das melhores, cheios de limitações de todo tipo. Aliás, de Judas Iscariotes se diz, logo de saída, que haveria trair o Mestre. Esses predicados desaconselhariam a escolha feita por Jesus.
 
      Deus, ao longo da história da salvação, serviu-se de meios precários para realizar seu plano. Basta considerar quem foram os grandes personagens da história salvífica para se dar conta de sua fragilidade. Apesar disto, eles foram instrumentos válidos nas mãos de Deus. Pois, quem realizava a salvação era Deus e não aqueles de quem se servia. O mesmo se deu com Jesus. O Reino não se difundiria através do mundo devido à alta qualificação de seus colaboradores. Como outrora, Deus continuaria a ser o agente principal da salvação.
 
                                                                        Pe. Jaldemir Vitório

 Oração
Senhor Jesus, eu te agradeço por me ter chamado a colaborar contigo apesar de minhas limitações e fragilidades.

Santo do dia - Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus


Hoje comemoramos a santidade de vida da naturalizada brasileira Amábile Lúcia Visintainer que nasceu no ano de 1865 e partiu para a Glória em 1942.
 
       Nascida em Vigolo Vattaro (Itália), com apenas 10 anos de idade emigrou com seus pais para o Brasil dirigindo-se para o Estado de Santa Catarina, no sul do país.
 
       Santa Paulina, antes de entrar para a vida consagrada, dedicou-se religiosamente em cuidar de uma senhora com câncer e a partir desta experiência caridosa deu-se a descoberta do Carisma que fora reconhecido em 1895 pelo Bispo de Curitiba, Paraná, com o nome de Filhas da Imaculada Conceição.
 
       Na oração litúrgica da Igreja é pedido a Deus para nós fiéis a virtude do serviço, motivado pelo amor, a qual mais brilhou no coração da virgem Paulina do Coração Agonizante de Jesus.
 
Santa Paulina, rogai por nós!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Palavra do Papa Francisco: Papa pede perdão a vítimas de abusos sexuais




        O Papa Francisco celebrou nessa segunda-feira (7), na Casa Santa Marta, uma missa com a presença de um grupo de vítimas de abusos sexuais cometidos por membros do clero.

         O grupo era composto por 6 pessoas da Alemanha, Inglaterra e Irlanda. Após a missa, eles tiveram um encontro a portas fechadas com o Papa.

          Papa frisou, em sua homilia, que "o coração da Igreja olha para os olhos de Jesus nas crianças abusadas e chora pelos seus filhos que traíram a sua missão e abusaram de inocentes".

         "Esta é a minha angústia e dor pelo fato de alguns sacerdotes e bispos terem violado a inocência dos menores e a sua própria vocação sacerdotal ao abusar sexualmente deles. É mais do que atos deploráveis. É como um culto sacrílego porque esses meninos e meninas foram confiados ao carisma sacerdotal para serem conduzidos a Deus, e eles os sacrificaram ao ídolo de sua concupiscência. Profanam a imagem de Deus à qual fomos criados."

         O Santo Padre destacou que esses atos execráveis de abusos perpetrados contra menores deixaram nas vítimas cicatrizes por toda a sua vida. "Eu sei que essas feridas são uma fonte profunda e muitas vezes de implacável pena emotiva e espiritual, e também de desespero. Alguns sofreram com a tragédia do suicídio de uma pessoa querida. A morte desses amados filhos de Deus pesa no coração de toda a Igreja", disse ainda o pontífice.

         "A presença de vocês aqui fala sobre o milagre da esperança que prevalece contra a escuridão mais profunda. Sem dúvida, é um sinal da misericórdia de Deus que hoje temos a oportunidade de nos encontrar, adorar a Deus, olharmos nos olhos e buscar a graça da reconciliação. Diante de Deus e ao seu povo manifesto minha dor pelos pecados e crimes graves de abusos sexuais perpetrados por membros do clero contra vocês. Humildemente peço-lhes perdão."

         O Santo Padre pediu também perdão pelos pecados de omissão dos líderes da Igreja que não responderam adequadamente as denúncias de abusos apresentadas pelos familiares e por aqueles que foram vítimas de abuso. "Isso causou ainda mais sofrimento aos que foram abusados e colocou em perigo outros menores que se encontravam em situação de risco", frisou o Papa que acrescentou:

        "Não existe lugar no ministério da Igreja para aqueles que cometem esses abusos. Comprometo-me a não tolerar o dano causado a um menor perpetrado por qualquer pessoa, independentemente de seu estado clerical. Todo bispo deve exercer seu serviço de pastor com diligência a fim de salvaguardar a proteção dos menores e prestarão conta dessa responsabilidade."

         Francisco concluiu sua homilia, afirmando que "devemos fazer de tudo para que tais pecados não mais se repitam na Igreja".
 
                                                                        Radio Vaticano

Evangelho do dia - (Mateus 9, 32-38)



9 32 Logo que se foram, apresentaram a Jesus um mudo, possuído do demônio.33 O demônio foi expulso, o mudo falou e a multidão exclamava com admiração: “Jamais se viu algo semelhante em Israel”.34 Os fariseus, porém, diziam: “É pelo príncipe dos demônios que ele expulsa os demônios”. 35 Jesus percorria todas as cidades e aldeias. Ensinava nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo mal e toda enfermidade.36 Vendo a multidão, ficou tomado de compaixão, porque estava enfraquecida e abatida como ovelhas sem pastor.37 Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os operários são poucos.38 Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe”.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - Reações contraditórias


 A ação libertadora de Jesus provocava reações e interpretações contraditórias nas pessoas. Uns admiravam. Outros, os fariseus, diziam que era pelo chefe dos demônios que Jesus libertava as pessoas. Os primeiros eram livres, coração aberto para acolher a salvação. Os que se consideravam entendidos, de certa forma eram blindados. Não deixavam a Palavra entrar no seu coração e, para se justificar, acusavam Jesus. O texto diz ainda um sentimento de Jesus: ele "ficou com muita pena daquela gente porque eles estavam aflitos e abandonados" E recomenda que se peçam mais pastores.
 
       Os milagres de Jesus não visavam impor às pessoas o reconhecimento de sua messianidade. Aliás, Jesus não tinha como controlar as interpretações de suas palavras e gestos. Muitos sentidos foram dados a eles. Tudo dependia do modo como eram acolhidos.

       A ação de Jesus suscitou reações contraditórias. A cura de um possesso mudo levou as multidões a confessarem jamais terem visto algo semelhante em Israel. Já seus adversários declarados, os fariseus, consideraram o mesmo gesto fruto de um poder demoníaco atuado através de Jesus. A benevolência das multidões contrastava-se com a malevolência farisaica.

       Os milagres eram apenas uma porta de entrada no mistério da pessoa de Jesus e apontavam para algo novo e extraordinário acontecendo na história humana. Quem se abria para Jesus e acolhia sua mensagem, percebia o dedo de Deus escondido atrás de sua ação e reconhecia o Reino de Deus acontecendo através dele. E o identificava como o Filho de Deus agindo com o poder conferido pelo Pai. Em outras palavras, entrava na dinâmica da fé.

       Por outro lado, os milagres serviam para respaldar as palavras de Jesus. Ele era Messias por palavras e por obras. As obras prodigiosas, ao revelarem ser Jesus possuidor de um poder próprio de Deus, eram uma demonstração da autoridade com a qual falava. Tantos os milagres de Jesus quanto seus ensinamentos revestiam-se de autoridade divina.
 
Pe. Jaldemir Vitório
 

Oração: Senhor Jesus, leva-me a reconhecer o dedo de Deus escondido em teus gestos prodigiosos.

Santo do dia - Santo Eugênio, zelava pela salvação das almas


      Um dado importante é que de cada três Papas, praticamente, um foi oficialmente declarado santo.
 
      Assim aconteceu com Santo Eugênio, que se tornou para a Igreja o homem certo para o tempo devido. Eugênio III nasceu no fim do século XI, em Pisa na Itália e, depois de ordenado, consagrou-se a Deus como sacerdote, até que abandonou todas suas funções para viver como monge.
 
      O grande reformador da vida monástica – São Bernardo – o acolheu a fim de ajudá-lo na busca da santidade, assim como no governo da Igreja, pois inesperadamente o simples monge foi eleito para sucessor na Cátedra de Pedro. A Roma da época sofria com a agitação de Arnaldo de Bréscia, que reclamava instituições municipais com eleições diretas dos senadores, talvez por isso chegou a impedir a ordenação e posse de Eugênio, já que tinha sido eleito pelo Espírito Santo numa instituição de origem divina.
 
     O Papa Eugênio teve muitas dificuldades no governo da Igreja, tanto assim que, teve de sair várias vezes de Roma, mas providencialmente aproveitou para evangelizar em outras locais como Itália e França. Além de promover quatro Concílios e lutar pela restauração dos santos costumes, Santo Eugênio zelou pela salvação das almas, com tanta dedicação, que passou por inúmeros sofrimentos.
 
Santo Eugênio, rogai por nós!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Evangelho do dia - (Mateus 9, 18-26)



9 18 Jesus ainda falava, quando se apresentou um chefe da sinagoga. Prostrou-se diante dele e lhe disse: “Senhor, minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe-lhe as mãos e ela viverá”.19 Jesus levantou-se e o foi seguindo com seus discípulos. 20 Ora, uma mulher atormentada por um fluxo de sangue, havia doze anos, aproximou-se dele por trás e tocou-lhe a orla do manto. 21 Dizia consigo: “Se eu somente tocar na sua vestimenta, serei curada”. 22 Jesus virou-se, viu-a e disse-lhe: “Tem confiança, minha filha, tua fé te salvou”. E a mulher ficou curada instantaneamente. 23 Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus os tocadores de flauta e uma multidão alvoroçada. Disse-lhes: 24 “Retirai-vos, porque a menina não está morta; ela dorme”. Eles, porém, zombavam dele. 25 Tendo saído a multidão, ele entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se. 26 Esta notícia espalhou-se por toda a região.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - A fama de Jesus


Neste trecho do Evangelho onde aparecem duas figuras femininas - a menina e a mulher-, podemos destacar dois elementos fundamentais: a fé e o toque, o contato com Jesus. Podemos dizer que são dois elementos indispensáveis para nosso relacionamento com Deus. A mulher tocou a barra da capa de Jesus. A menina foi tomada pela mão por Jesus e se levantou. Podemos "tocar" Jesus na sua Palavra que acolhemos lendo a Bíblia, o Evangelho, recebendo a Eucaristia e os outros sacramentos: Batismo, Penitência, Crisma..
Podemos encontrá-lo pela fé.
 
      Os milagres realizados por Jesus faziam-no conhecido e sua fama se espalhava cada vez mais. Entre outros milagres, a ressurreição de uma menina, cuja morte era tida como certa, e a cura de uma mulher vítima de uma hemorragia renitente não eram fatos corriqueiros. Seria impossível, para quem os presenciasse, guardar segredo.
 
      A propagação da fama de Jesus fazia-o correr o risco de ser tomado como um milagreiro. Esse tipo de gente tem o dom de atrair multidões para si. Os críticos poderiam considerá-lo como um impostor, sem escrúpulos de enganar as pessoas. Os impostores fazem-se rodear de crédulos que ingenuamente deixam-se levar por suas artimanhas. A fama podia também passar a imagem de Jesus como se fora um mago. Os magos exercem fascínio sobre as pessoas com sua capacidade de iludi-las. A fama, portanto, podia ser perigosa para a imagem de Jesus e levar as pessoas a tomá-lo por aquilo que não era.
 
      O conhecimento de Jesus através de sua fama era insuficiente. Era apenas o primeiro passo de um longo percurso que se concluiria com a adesão da fé à pessoa de Jesus. A fama é apenas um ouvir dizer. Para conhecer Jesus, carecia-se de ir além e estabelecer com ele um contato pessoal, deixando-se tocar profundamente por sua pessoa. Desta sintonia é que brota o discipulado. Aí é que se conhece, de maneira correta, o Jesus que realiza milagres.
                                                                                             Pe. Jaldemir Vitório
                   
Oração
Senhor Jesus, faz-me sintonizar sempre mais contigo de modo a reconhecer-te como a mão amorosa de Deus fazendo o bem à humanidade.

Santo do dia - Santo Adriano, pertencia à chefia da guarda romana

 

Adriano viveu no século IV. Era casado com Natália. Recebia oração e via o testemunho de sua esposa nas pequenas coisas, na fidelidade, no amor a Deus e a ele.
 
      Adriano pertencia à chefia da guarda romana, onde o Imperador Diocleciano perseguia duramente os cristãos. Numa ocasião, foram presos 22 cristãos, que testemunharam Jesus perante os tribunais. O coração de Adriano se decidiu por Cristo naquele momento e quis pertencer ao número daqueles heróis do Senhor. Decidiu-se por Cristo, foi preso, sofreu todas as pressões para negar a fé em Cristo e na Igreja.
 
      Natália acompanhou tudo e orava pela fidelidade de seu esposo a Cristo. Adriano teve uma última chance de declarar seu amor à esposa e foi martirizado, queimado vivo, juntamente com os outros 22 cristãos.
 
Santo Adriano, rogai por nós!

domingo, 6 de julho de 2014

Meditação: Só Deus pode tornar os fardos de nossa vida leves


“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (Mateus 8, 28).
 
        Neste domingo em que nós nos voltamos para ouvir a Palavra do Senhor,  nós queremos olhar para o Coração de Jesus, nós queremos olhar para o jeito, para a maneira, para a mansidão d’Ele. A paz, que vem do Coração de Deus, é o repouso de que a nossa alma e o nosso coração tanto precisam.
 
        Cada um de nós tem fardos muito pesados para carregar na vida, temos as nossas responsabilidades, os nossos compromissos, aquilo que a vida exige de nós; o fardo de uma mãe, de um pai, de um trabalhador, o fardo de cuidarmos e de sermos responsáveis pelos outros. E, muitas vezes, não somos compreendidos e somos até mal interpretados e até o melhor dos nossos esforços não sai da melhor maneira. As coisas nem sempre dão muito certo para nós; quantas vezes lutamos, tentamos e experimentamos a derrota ou o fracasso.
 
        Deixe-me dizer a você: o nosso fardo fica mais pesado quando nós damos mais peso a ele, isto é, quanto mais atenção damos àquilo que nos sobrecarrega. Permitamos que Deus torne leve e suave aquilo que parece insuportável ou pesado demais para nós. Deixemos que o olhar misericordioso de Jesus amanse o nosso coração, traga paz à nossa alma e àquilo que, para nós, parecia a coisa mais insuportável do mundo. Assim nós ganhamos força, nós ganhamos ousadia, nós ganhamos a coragem e a disposição de Deus para carregar os nossos fardos.
 
        Não se trata de força física, mas sim da disposição do coração, da força interior da alma, se trata de nós revigorarmos o nosso interior, deixar que o nosso coração seja tomado por essa força maravilhosa e amorosa do nosso Deus, que nos torna pessoas novas e renovadas e, aí sim, nós podemos carregar o nosso fardo de cada dia.
 
        Ao olharmos para a mansidão e a humildade do Coração do Senhor, nós queremos aprender essas duas receitas fundamentais para carregarmos a nossa vida no dia a dia. A mansidão de simplesmente não se revoltar por se revoltar não é aquela mansidão de tudo aceitar, mas é a mansidão de encarar as coisas não no espírito negativo, nem no veneno da murmuração, é a mansidão dos humildes que sabem o tempo certo, o momento certo e a hora certa de falar e de se manifestarem.
 
Pe  Roger Araújo

Evangelho do dia - (Mateus 11,25-30)


Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: 11 25 “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. 26 Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado. 27 Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo. 28 Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. 29 Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. 30 Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do evangelho - Manso e humilde de Coração

 Jesus nos faz um belo convite: Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, seus problemas, suas dificuldades, sua incapacidade de perdoar, de amar, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis e libertadores. A carga que eu ponho sobre vocês é leve.
 
       Jesus fala de cargas pesadas, traduzidas também como "jugo". O jugo é uma peça de madeira, em geral pesada, criada para encaixar-se por cima ao pescoço de dois animais (em geral dois bois) e ligada a um arado ou a um carro. É figura da escravidão e da opressão. Estar sob o jugo de alguém é estar sob seu domínio. Ao contrário do "jugo" pesado da lei, o jugo de Jesus é fácil de suportar. É libertador. E é isso que ele propõe para todos quando diz: "Vinde a mim todos!".
 
          Mansidão e humildade foram duas virtudes postas em prática por Jesus, ao longo de seu ministério. Virtudes importantes para quem pretende ser Mestre, sem opressão nem arrogância em relação aos seus discípulos. Virtudes que o distinguiam de outros mestres que transformavam a religião num amontoado de prescrições rígidas e minuciosas, de difícil cumprimento. Virtudes necessárias para quem se reconhece enviado, com a missão de fazer a salvação acontecer na vida do povo, sem a intenção de se colocar no lugar do Pai.
 
          Por ser manso e humilde, o relacionamento de Jesus com os fracos e pequeninos caracterizou-se pela paciência e pela benevolência, pelo respeito ao ritmo e ao momento de cada um. Ele sabia descer até as pessoas para solidarizar-se com suas dores e sofrimentos. Com os marginalizados, recusava-se a agir de maneira preconceituosa e arbitrária, por reconhecer-lhes a dignidade de seres humanos. Com os doentes e atribulados pelos maus espíritos, fazia-se próximo, infundindo neles a esperança de cura.
 
         Todavia, o Jesus manso e humilde soube ser severo com os prepotentes e injustos, evidenciando sua opção pelo Reino. Embora certas atitudes e palavras do Mestre possam parecer chocantes, na verdade, são expressão de sua humildade e mansidão, por se tratarem de um recurso extremo para chamar as pessoas à conversão.
 
Pe Jaldemir Vitório
 
ORAÇÃO
Pai, a mansidão e a humildade de Jesus sirvam de estímulo para mim, no relacionamento com os meus semelhantes. Livra-me da arrogância e da prepotência!
 
 

Santo do dia - Santa Maria Goretti, virgem e mártir

 

A Igreja, neste dia, celebra a virgem e mártir que encantou e continua enriquecendo os cristãos com seu testemunho de “sim” a Deus e “não” ao pecado. Nascida em Corinaldo, centro da Itália, era de família pobre, numerosa e camponesa, mas muito temente a Deus.
 
       Com a morte do pai, Maria Goretti, com os seus, foram morar num local perto de Roma, sob o mesmo teto de uma família composta por um pai viúvo e dois filhos, sendo um deles Alexandre. Aconteceu que este jovem por várias vezes tentou seduzir Goretti, que ficava em casa para cuidar dos irmãozinhos. E por ser uma menina temente a Deus, sua resposta era cheia de maturidade: “Não, não, Deus não quer; é pecado!”
 
       Santa Maria Goretti, certa vez, estava em casa e em oração, por isso quando o jovem, que era de maior estatura e idade, tentou novamente seduzi-la, Goretti resistiu com mais um grande não. A resposta de Alexandre foram 14 facadas, enquanto da parte de Goretti, percebemos a santidade, na confidência à sua mãe: “Sim, o perdôo… Lá no céu, rogarei para que ele se arrependa… Quero que ele esteja junto comigo na glória eterna”.
 
       O martírio desta adolescente, de apenas 12 anos, foi a causa da conversão do jovem assassino, que depois de sair da cadeia esteve com as 400 mil pessoas, na Praça de São Pedro, na ocasião da canonização dessa santa, e ao lado da mãe dela, que o perdoou também.
 
      Santa Maria Goretti manteve-se pura e santa por causa do seu amor a Deus, por isso na glória reina com Cristo.
 
Santa Maria Goretti, rogai por nós!