segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Comentário do Evangelho - Jesus vem para libertar e restaurar a vida


Jesus Mestre curava a todos que o tocavam, mas nesta narrativa de Marcos, nada fala. As multidões ainda têm certa confusão na compreensão da identidade de Jesus. Buscam os milagres, mas a adesão do coração ainda é frágil. O poder de Jesus tem em vista a verdadeira salvação que supõe a conversão do coração. Eram necessárias conversão e fé.


       A cada travessia do lago, Jesus leva não somente a esperança às pessoas, mas a experimentarem a salvação e a misericórdia de Deus. A cada encontro o Senhor, por seus gestos e palavras, revela que Deus é bom para com todos e que não há lugar onde o Senhor não esteja. Todo e qualquer lugar é ocasião para a manifestação da salvação de Deus.
 
     Nosso texto é um sumário cuja finalidade é condensar em poucas linhas a atividade de Jesus e o sucesso de sua missão. As pessoas buscam tocar ao menos na franja do manto de Jesus. Cria-se que uma pessoa revestida do poder de curar alguém poderia fazê-lo, inclusive, através de suas vestes e até de sua sombra .
 
      O fato é que, e é isso que importa fazer saber o leitor do evangelho, a passagem de Jesus pela vida das pessoas desperta, lá onde parece não haver mais o que esperar, a esperança e a fé na vida. As pessoas que tocavam Jesus experimentavam-se tocadas por ele e sentiam a força desse encontro no próprio corpo.
 
Carlos Alberto Contieri, sj 
 
ORAÇÃO
Pai, que a misericórdia seja o traço característico do meu modo de ser no trato com os meus semelhantes, de maneira que eu possa atrair, como Jesus, muitas pessoas para ti.

Santo do dia - Santa Escolástica – Fundadora da Ordem das Beneditinas


Mulher de muita intimidade com Deus. Doou, junto com seu irmão, toda sua vida pelas almas: Santa Escolástica
 
       Hoje, recordamos o testemunho daquela que foi irmã gêmea de São Bento, pai do monaquismo cristão. Ambos nasceram em 480, em Núrsia, região de Umbria, Itália.
 
       Santa Escolástica começou a seguir Jesus muito cedo. Mulher de oração, ela sempre foi acompanhando o irmão por meio de intercessão. Depois, ao falecer seus pais, ela deu tudo aos pobres. Junto com uma criada, que era amiga de confiança e seguidora também de Cristo, foi ter com São Bento, que saiu da clausura para acolhê-la. Com alguns monges eles dialogaram e ela expressou o desejo de seguir Cristo através das regras beneditinas.
 
       São Bento discerniu pela vocação ao ponto de passar a regra para sua irmã e ela tornou-se a fundadora do ramo feminino: as Beneditinas. Não demorou muito, muitas jovens começaram a seguir Cristo nos passos de São Bento e de Santa Escolástica.
 
       Uma vez por ano, eles se encontravam dentro da propriedade do mosteiro. Certa vez, num último encontro, a santa, com sua intimidade com Deus, teve a revelação de que a sua partida estava próxima. Então, depois do diálogo e da partilha com seu irmão, ela pediu mais tempo para conversar sobre as realidades do céu e a vida dos bem-aventurados. Mas São Bento, que não sabia do que se tratava, por causa da regra disse não. Ela, então, inclinou a cabeça, fez uma oração silenciosa e o tempo, que estava tão bom, tornou-se uma tempestade. Eles ficaram presos no local e tiveram mais tempo.
 
       A reação de São Bento foi de perguntar o que ela havia feito e desejar que Deus a perdoasse por aquilo. Santa Escolástica, na simplicidade e na alegria, disse-lhe: “Eu pedi para conversar, você não aceitou. Então, pedi para o Senhor e Ele me atendeu”.
 
       Passados três dias, São Bento teve a visão de uma pomba que subia aos céus. Era o símbolo da partida de sua irmã. Não demorou muito, ele também faleceu.
 
Santa Escolástica, rogai por nós! 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Papa Francisco recebe a mãe de um condenado à morte


 
          Na última quarta-feira, o Papa Francisco recebeu em audiência a Sra. Lidia Guerrero, mãe de Víctor Hugo Saldaño, homem argentino que está no "corredor da morte" há 17 anos, no Texas (EUA).

         Lidia Guerrero cumprimentou o Papa Francisco para pedir-lhe sua intermediação contra a pena de morte e a discriminação étnica.
 
         Saldaño, de 39 anos, foi condenado à morte pelo homicídio do vendedor de computadores Paul Ray King, ocorrido em 25 de novembro de 1995, nas redondezas de Dallas.

         Juan Carlos Vegas, o advogado de Saldaño,  disse que o Papa teve palavras de misericórdia para a mãe do condenado. Segundo Vega, o Papa lhe assegurou sua proximidade e a incentivou a continuar lutando pela causa de Saldaño.
 
        O Papa teve uma atitude atenta e compassiva com a mãe de Saldaño e lhe disse que "rezou muito por este cordobês", referindo-se ao gentílico usado para pessoas de Córdoba (Argentina), de onde a família é originária.

       Lidia, depois da audiência, ficou profundamente emocionada, contou o advogado da família, enquanto se dirigia ao hotel para fazê-la descansar. Vega também disse que Saldaño sofre de transtornos mentais, devido às condições insanas do "corredor da morte".

        O advogado comentou que confia em que o Papa intercederá pela situação de Saldaño quando se encontrar com o presidente dos EUA, Barack Obama, que visitará a Santa Sé em 27 de março. O Papa provavelmente pedirá para que a pena de morte seja abolida e para que se respeite a sentença da Suprema Corte, que se pronunciou a favor de Saldaño,  por considerar o julgamento "processualmente falho" por motivos de "discriminação étnica".

       A mãe de Saldaño começou uma batalha legal (que dura quase duas décadas) para que seu filho seja transferido a uma prisão comum. Depois da última sentença negativa da justiça americana, a família espera uma nova sentença do tribunal da OEA (Organização dos Estados Americanos).

Evangelho do dia - (Mateus 5,13-16)




Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos 5 13 "Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha 15 nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. 16 Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus".

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor!

Comentário do evangelho - Jesus é o referencial da nossa vida!



       Neste 5º Domingo do Tempo Comum, nós começamos a refletir, na Palavra de Deus, o Sermão da Montanha, por meio do qual o Senhor nos diz que nós precisamos ser sal da terra e luz do mundo. Você sabe que uma comida sem sal, sem tempero, se torna insossa, sem sabor, sem gosto; e não há nada mais sem graça do que um alimento sem gosto, sem sabor.
 
       Imaginem uma vida sem graça, sem sabor, sem sentido… Nós precisamos dar sentido à vida uns dos outros, nós precisamos temperar o ambiente em que nós estamos com a presença de Deus, com a alegria de Deus. Não dá para um ambiente, onde há um cristão, um homem de Deus, uma mulher de Deus, ser um ambiente triste, azedo, depressivo, para baixo. Não, o homem de Deus e a mulher de Deus fazem a diferença onde estão presentes! Não é você se tornar melhor do que ninguém, não é chamar a atenção para si, mas a sua vida, por si mesma, releva que você tem um tempero diferente.
 
       As pessoas têm que perguntar para você: ”Qual é o seu segredo?”. Muitas vezes, o segredo de um ou do outro é simplesmente a sensualidade, a beleza deste mundo; mas os cristãos têm um segredo, o segredo evangélico, o tempero evangélico, que se chama: a presença de Jesus em nós.
 
       Se você ainda não consegue revelar a presença de Jesus em você onde está, peça hoje que Jesus venha temperar o seu coração; tirar o azedume, tirar aquelas coisas negativas que não lhe permitem testemunhar a presença d’Ele onde quer que você esteja.
 
       Eu e você precisamos ser luz, precisamos iluminar o mundo, precisamos ser referencial no mundo onde as pessoas caminham na escuridão, nas trevas e sem sentido para a sua vida. Nós precisamos ser a luz que aponte a direção e, uma maneira muito prática de ser luz, segundo a Primeira Leitura da Missa de hoje, é sabermos cuidar dos necessitados.
 
       O Papa Francisco tem nos chamado a irmos às periferias da vida, às periferias da nossa própria existência, onde existe tanta tristeza, desconsolo, onde existem pessoas oprimidas e sermos uma presença de Deus na vida delas. Pois existem pessoas vivendo uma verdadeira pobreza, seja espiritual seja material. Cuidemos dos pobres, dos famintos, dos necessitados e nunca desprezemos um pobre; sejamos para ele um referencial da presença de Deus, porque a carne do pobre é a carne de Cristo para nós.
 
       Quem está nu, demos a veste; quem está com fome, demos o pão; quem está sem referencial, mostremos o Senhor, o referencial da vida!
 
                                                        (Homilia - Canção Nova)
 
ORAÇÃO
Pai, tenho diante de mim o mundo todo a ser evangelizado. Transforma cada circunstância e cada momento da minha vida em chance para dar testemunho do teu Reino.

Santo do dia - São Miguel Febres – Padroeiro dos pedagogos

 Soube viver a obediência e a dependência a Deus, entregando todo seu serviço ao Pai
 
     Nascido no Equador, em 1854, São Miguel Febres recebeu como nome de batismo Francisco. Nasceu com uma grave deformação física nos pés, mas seus pais amaram, acima de tudo, aquele filho do Senhor. Sua deficiência não o impediu de dar passos concretos para a vontade de Deus.
 
     O santo entrou para a Congregação dos Lassalistas depois de conhecer a vida religiosa e, ali, foi dando frutos para o Reino de Deus. Dotado de muitos dons para lecionar e escrever, pertenceu à Academia de Letras do Equador. Prestou um grande serviço em Quito, no colégio de La Salle coordenando 1200 crianças. Em tudo buscou a vontade de Deus.
 
     Numa pobreza interior muito grande, a infância espiritual foi o seu segredo; colocou-se no lugar do ser humano, que é o coração de Deus. Totalmente dependente d’Ele e amando o próximo, seu nome de batismo era Francisco, mas seu nome religioso era Miguel. Mais do que uma mudança de nome, uma mudança constante de vida.
 
     Como todos os santos, conseguiu corresponder ao belo chamado do Senhor. São Miguel Febres deu o seu testemunho até o último instante. Quando, no Equador, rompeu-se a perseguição aos cristãos e um grande levante anticlerical, por obediência este santo foi para a Europa. Lá, ele pôde lecionar línguas.
 
     Em 1910, ele partiu para a glória. Suas últimas palavras foram: “Jesus, José e Maria, eu vos dou o meu coração e a minha alma”. Palavras essas que bem representam toda uma vida entregue nas mãos de Deus.
 
     Rezemos, pedindo a intercessão desse santo para que a nossa vida seja assim também.
 
São Miguel Febres, rogai por nós. 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Palavras do Papa Francisco: "Cristãos, não ajam como privilegiados"

"Devemos voltar ao encontro, à primeira Galileia do encontro, reencontrar o Senhor e prosseguir com Ele
neste caminho"
 
  O Papa Francisco se inspirou no martírio de São João Batista em sua reflexão na homilia da missa matutina, na Casa Santa Marta.

O verdadeiro cristão é como o Batista: segue o caminho da humildade sem se apropriar da profecia. A liturgia desta sexta-feira, 7, narra que Herodes mandou matar João para contentar o amante Herodíades e os caprichos de sua filha. “João, observou o Papa, é um homem que viveu pouco, teve pouco tempo para anunciar a Palavra de Deus e terminou mal sua vida, na corte de Herodes”:

“Quando existe corte, tudo é possível: corrupção, vícios, crimes. As cortes favorecem estas coisas. João Batista anunciou o Senhor com firmeza, exortando todos a se converter
. Era um homem forte, e mesmo que tenha lhe sido dada a possibilidade de dizer 'Eu sou o Messias', ele nunca se apropriou da autoridade moral de Jesus, esta foi a primeira grande coisa que fez.”


 “Quando os fariseus, os doutores, lhe perguntaram se ele era o Messias, ele disse que não. No momento da tentação e da vaidade, ele foi claro, não roubou o título: este ‘homem de verdade’ fez esta segunda grande coisa, não roubou a dignidade”. E a terceira coisa que João Batista fez foi ‘imitar Jesus Cristo’, principalmente se rebaixando: João se humilhou, se rebaixou até a morte. Morreu como um infrator, ladrão, criminoso na cruz. Francisco advertiu que os cristãos têm muito que refletir:

“João também teve seu ‘jardim das oliveiras’, sua angústia na prisão, quando pensava que havia errado e seu coração estava nas trevas. Aquela escuridão da alma, a mesma sentida pela Beata Teresa de Calcutá! A mulher que todos louvavam, a vencedora do Nobel!”.

“João é o ícone do discípulo – disse o Papa – onde está a fonte desta atitude de discípulo? Em um encontro – respondeu. O Evangelho nos fala do encontro de Maria e Isabel, quando João exultou de alegria no ventre de Isabel. Aquele encontro o transformou em discípulo”. Assim, o Papa concluiu a homilia colocando aos presentes as seguintes questões:

“Questionemo-nos sobre o nosso discipulado: nós anunciamos Jesus Cristo? Aproveitamos da nossa condição de cristãos como se fosse um privilégio? Caminhamos na estrada de Jesus Cristo? Na estrada da humildade, da humilhação, do rebaixamento, do serviço? E quando me encontrei com Jesus, o encontro me encheu de alegria? Devemos voltar ao encontro, à primeira Galileia do encontro; reencontrar o Senhor e prosseguir com Ele neste caminho”.
     

                                
                                                      (Com Rádio Vaticano)

Evangelho do dia - (Marcos 6,30-34)

6 30 Os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado. 31 Ele disse-lhes: “Vinde à parte, para algum lugar deserto, e descansai um pouco”. Porque eram muitos os que iam e vinham e nem tinham tempo para comer. 32 Partiram na barca para um lugar solitário, à parte. 33 Mas viram-nos partir. Por isso, muitos deles perceberam para onde iam, e de todas as cidades acorreram a pé para o lugar aonde se dirigiam, e chegaram primeiro que eles. 34 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.

 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - A sós, com Jesus.


Depois da partilha, os discípulos são convidados por Jesus a ir a um lugar distante para descansar. O “descanso” permite ver que, em todo o bem feito, é Deus quem está na origem. O descanso é dado para recordar o quanto o Senhor fez por seu povo. A proposta não pôde ser levada a termo em razão do grande número de pessoas que procuram Jesus e do sentimento que move Jesus na realização de sua missão: a “compaixão”. A compaixão é um sentimento divino que faz agir em favor das pessoas, socorrendo-as em suas necessidades; não se confunde com simples pena ou dó, mas abre o coração para que a pessoa ofereça o melhor de si mesma em favor dos demais.
 
     No processo de formação dos discípulos, Jesus evitava que caíssem num ativismo incontrolado.
     
     Eram tantas as pessoas que os rodeavam, fazendo solicitações de todo tipo, a ponto de não terem nem tempo para comer. Essa situação, com o passar do tempo, poderia se mostrar prejudicial. O excesso de atividades levaria os discípulos a se desviarem do verdadeiro sentido de sua missão.
 
     Por isso, Jesus os convida para estarem à sós, com ele, de forma a criar um espaço de convivência e de troca de experiências, útil para quem se via tão atarefado. Os apóstolos tinham para partilhar sua experiência concreta de missão. Eles tinham experimentado a força de sua palavra, pela qual os demônios eram expulsos. Viram como os doentes recobravam a saúde quando eram ungidos. Presenciavam a transformação operada na vida de quem se predispunha a converter-se ao Reino e fazer penitência por seus pecados. Eram testemunhas da alegria que se apoderava de quem se descobria amado por Deus e objeto de sua misericórdia.
 
     O desejo de Jesus de estar sozinho com os discípulos não se concretizou. A multidão chegou antes deles, no lugar afastado para onde se dirigiam. Embora irrealizado, o desejo de Jesus não pode ser descartado sem mais. O ativismo é um perigo que deve ser evitado.

 Pe. Jaldemir Vitório
Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica

Oração
Senhor Jesus, que eu saiba encontrar momentos para estar a sós contigo, revendo a minha vida de discípulo e me predispondo para continuar melhor a missão.

Santo do dia - Santa Josefina Bakhita – A primeira santa africana

 Testemunhou com a própria vida a alegria de servir a Cristo em todos os momentos do seu dia
 
         Santa Josefina Bakhita, Santa irmã morena, como era conhecida, nasceu no Sudão, em 1869. Santa Josefina, como muitos naquele tempo, viveu a dureza da escravidão. Bakhita, que significa “afortunada”, não foi o nome dado a ela pelos pais, mas por uma das pessoas que, certa vez, a comprou.
 
         Por intermédio de um cônsul italiano que a comprou, ela foi entregue a uma família amiga deste de Veneza. Ali, ela tornou-se amiga e também babá da filha mais nova deles que estava nascendo.
 
         Em meio aos sofrimentos e a uma memória toda marcada pela dor e pelos medos, ela foi visitada pelo amor de Deus. Porque essa família de Veneza teve de voltar para a África, em vista de negócios, tanto a filha pequena quanto a babá foram entregues aos cuidados de irmãs religiosas de Santa Madalena de Canossa. Ali, Santa Bakhita conheceu o Evangelho; conhecendo a pessoa de Jesus, foi se apaixonando cada vez mais por Ele.
 
         Com 21 anos, recebeu a graça do sacramento do batismo. Livremente, ela O acolheu e foi crescendo na vida de oração, experimentando o amor de Deus e se abrindo à ação do Espírito Santo.
 
         Quando aqueles amigos voltaram para pegar Bakhita e a criança, foi o momento em que ela expressou o seu desejo de permanecer no local, porque queria ser religiosa. Passado o tempo de formação, recebeu a graça de ser acolhida como religiosa. Isso foi sinal de Deus para as irmãs e para o povo que rodeava aquela região.
 
         Santa Josefina Bakhita, sempre com o sorriso nos lábios, foi uma mulher de trabalho. Exerceu várias atividades na congregação. Como porteira e bordadeira, ela serviu a Deus por intermédio dos irmãos. Carinhosamente, ela chamava a Deus como seu patrão, “o meu Patrão”, ela dizia.
 
         Conhecida por muitos pela alegria e pela paz que comunicava, ela, com o passar dos anos, foi acometida por uma grave enfermidade. Sofreu por muito tempo, mas na sua devoção a Santíssima Virgem, na sua vida de oração, sacramental, de entrega total ao Senhor, ela pôde se deixar trabalhar por Deus, seu verdadeiro libertador. Ela partiu para a glória e foi canonizada pelo Papa João Paulo II no ano 2000.
 
Santa Bakhita, rogai por nós!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Evangelho do dia - (Marcos 6,14-29)


                   
6 14 O rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tornara célebre. Dizia-se: “João Batista ressurgiu dos mortos e por isso o poder de fazer milagres opera nele”. 15 Uns afirmavam: “É Elias!” Diziam outros: “É um profeta como qualquer outro”. 16 Ouvindo isto, Herodes repetia: “É João, a quem mandei decapitar. Ele ressuscitou!” 17 Pois o próprio Herodes mandara prender João e acorrentá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado. 18 João tinha dito a Herodes: “Não te é permitido ter a mulher de teu irmão”. 19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, não o conseguindo, porém. 20 Pois Herodes respeitava João, sabendo que era um homem justo e santo; protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado. Mas, mesmo assim, de boa mente o ouvia.
21 Chegou, porém, um dia favorável em que Herodes, por ocasião do seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte, aos seus oficiais e aos principais da Galiléia. 22 A filha de Herodíades apresentou-se e pôs-se a dançar, com grande satisfação de Herodes e dos seus convivas. Disse o rei à moça: “Pede-me o que quiseres, e eu to darei”. 23 E jurou-lhe: “Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja a metade do meu reino”. 24 Ela saiu e perguntou à sua mãe: “Que hei de pedir?” E a mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25 Tornando logo a entrar apressadamente à presença do rei, exprimiu-lhe seu desejo: “Quero que sem demora me dês a cabeça de João Batista”. 26 O rei entristeceu-se; todavia, por causa da sua promessa e dos convivas, não quis recusar. 27 Sem tardar, enviou um carrasco com a ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi, decapitou João no cárcere, 28 trouxe a sua cabeça num prato e a deu à moça, e esta a entregou à sua mãe. 29 Ouvindo isto, os seus discípulos foram tomar o seu corpo e o depositaram num sepulcro.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Comentário do Evangelho - Um mártir da verdade

Este crime bárbaro teve origem na falta de humildade de Herodíades em aceitar que João Batista lhe apontasse que ela estava errada. Como consequência, alimentou em seu coração um ódio crescente contra o Precursor de Jesus e culminou no que deu. Quem odeia faz mal a si mesmo e cria dentro de si pensamentos negativos que lhe tornam a vida um inferno. Em vez de querermos mal a quem nos mostra os defeitos que temos, devemos antes lhe agradecer, pois os verdadeiros amigos não são os que se aproximam de nós para nos adular, mas os que nos ajudam a nos levantarmos de nossas quedas.
 
       A liberdade com a qual Jesus pregava levou-o a ser confundido com João Batista. A corte do rei Herodes, por exemplo, quando ouviu falar a respeito de Jesus, pensou tratar-se de João Batista ressuscitado, operando maravilhas.
 
       João Batista se tornara conhecido pela sua defesa intransigente da verdade. Nem o rei escapou de ser denunciado, quando, de maneira arbitrária, tomou para si a mulher de seu irmão. O profeta João não hesitou de lançar-lhe em face não ser permitido conservar para si aquela que não lhe pertencia.
 
      Sua figura frágil não se intimidou diante da fúria de rei e de sua concubina. Ele não podia pactuar com o pecado de quem quer que fosse. E não temia pagar o preço de sua liberdade. Ele devia fidelidade somente a Deus.
 
       O destino de João chamava a atenção para o destino de Jesus e de seus discípulos. Eles deveriam contar com a rejeição e a morte, especialmente, quando o serviço do Reino os confrontasse com a prepotência dos poderosos. A atitude firme e corajosa do Batista serviria de modelo inspirador.
 
       Assim como ele não se curvou diante da iniqüidade do rei, Jesus também não se curvaria. Os discípulos deveriam tomar esta atitude como modelo. O serviço do Reino comporta o testemunho da verdade, mesmo com o risco de perder a vida.
 
Pe. Jaldemir Vitório
Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica
 
Oração
Senhor Jesus, seja o testemunho de liberdade e coragem demonstrado por João fonte de inspiração para minha caminhada de discípulo.

Santo do dia - São Ricardo – Padroeiro da Família

Exemplo de santidade para os filhos e todos que estavam a sua volta
 
     Nasceu na Inglaterra, no século VII e teve três filhos que também foram reconhecidos pela Igreja como santos. Ao descobrir a sua vocação para a vida matrimonial, quis ser santo, mas também quis que seus filhos o fossem, formando uma família santa para Deus.
 
       Ele fez, diariamente, a sua opção, porque a santidade passa pela adesão da nossa liberdade. Somos livres, somos todos chamados a canalizar a nossa liberdade para Deus, o autor da verdadeira liberdade.
 
       O santo inglês quis fazer uma peregrinação juntamente com os seus filhos chamados Winebaldo, Wilibaldo e Walberga. Mas, ao saírem da Inglaterra rumo à Terra Santa, passaram por Luca, norte da África, onde São Ricardo adoeceu gravemente e faleceu no ano de 722. Para os filhos, ficou o testemunho, a alegria do pai, a doação, o homem que em tudo buscou a santidade; não apenas para si, mas para os outros e para seus filhos.
 
       São Bonifácio, parente muito próximo, convocou os filhos de São Ricardo para a evangelização na Germânia. Que linda contribuição! Walberga tornou-se abadessa; Wilibaldo, Bispo e Winebaldo fundou um mosteiro. Todos eles, como o pai, viveram a santidade.
 
       São Ricardo foi santo no seu tempo. De família nobre, viveu uma nobreza interior, que precisa ser a de todos os cristãos; aquela que muitos podem nem perceber, mas que Deus está vendo. Os frutos mais próximos que podemos perceber na vida desse santo são seus filhos que, assim como o pai, também foram santos. Ele quis ser santo e batalhou para sê-lo como Nosso Senhor Jesus Cristo foi, é e continuará sendo. Sejamos santos.
 
São Ricardo, rogai por nós!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Santo do dia - São Paulo Míki e companheiros mártires

São Paulo Míki nasceu em Kyoto, no Japão, no século XVI dentro de uma família cristã, nobre, que foi canal para que ele recebesse, ainda pequeno, a graça do batismo. A partir de então, buscou também viver a riqueza do “ser batizado”. Discerniu a sua vocação, entrou para a Companhia de Jesus, tornou-se um Jesuíta e correspondeu ao chamado do sacerdócio.
 
       Profundo conhecedor tanto da cultura quanto da língua, foi um homem compadecido do seu povo. Como nos tempos de hoje, o Japão não tinha o Cristianismo como religião predominante, então, São Paulo Míki buscava responder à necessidade da evangelização pela oração e pela penitência. Com estratégias inspiradas pelo Espírito Santo, foi um homem dócil, de comunidade.
 
       Ousado e corajoso, quando ergueu-se à perseguição do Cristianismo no Japão também acabou sendo preso, assim como seus companheiros; mas não arrefeceu na sua fé. Ele, que era um grande pastor e pregador, também no momento do confronto, indicou Nosso Senhor Jesus Cristo e a sua religião como o único Salvador e a verdadeira religião; verdade que perdura para todos os tempos.
 
       São Paulo Míki, assim como os companheiros de missão e outros cristãos fervorosos, deram testemunho com a vida e também com a morte. Em Nagasaki, foram todos crucificados em 1595. Sementes para novos cristãos, desde a passagem de São Francisco Xavier já se contavam 300 mil cristãos no Japão. Depois, muito mais com testemunho desses 26 companheiros de Jesus.
 
       Peçamos a intercessão deste santo para que o nosso relacionamento profundo com Deus se traduza em evangelização para a humanidade.
 
São Paulo Míki e companheiros mártires, rogai por nós!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Evangelho do dia - (Marcos 6,1-6)

 
Naquele tempo, 6 1 depois, Jesus partiu dali e foi para a sua pátria, seguido de seus discípulos. 2 Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: “Donde lhe vem isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres? 3 Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs?” E ficaram perplexos a seu respeito. 4 Mas Jesus disse-lhes: “Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa”. 5 Não pôde fazer ali milagre algum. Curou apenas alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. 6 Admirava-se ele da desconfiança deles. E ensinando, percorria as aldeias circunvizinhas.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!